Doninha-amazônica (Grammogale africana)

 

Classe: Mammalia

Ordem: Carnivora

Família: Mustilidae

Nome científico: Grammogale africana

Nome vulgar: Doninha-amazônica

Categoria: Ameaçada

Características: A doninha-amazônica está entre os mamíferos menos conhecidos da fauna sul-americana, sendo raros os registros desde a descrição da espécie há cerca de 170 anos. Sua taxonomia não é muito clara, sendo que Izor & De La Torre reabriram a discussão sobre a inclusão das espécies neotropicais no gênero Grammogale. No entanto, outros autores a incluem no gênero Mustela, mantendo Grammogale como subgênero. São reconhecidas duas subespécies M.a.africana e M.a.stolzmani. Embora a espécie possua uma grande área de distribuição, os poucos registros de museu e os raros eventos de visualização no campo sugerem que pode estar associada a um hábitat muito específico. Alguns autores sugerem que M. africana pode estar associada à ocorrência de florestas de galeria, seja por necessitar de cobertura vegetal ou pelo hábitat semi-aquático. A espécie é naturalmente rara. Apenas 30 indivíduos foram registrados em coleções, em 170 anos desde a sua descoberta. As morfologias externas das patas, apresentando a sola nua e com membrana interdigital, sugerem hábito semi-aquático. A habilidade para nadar tem sido registrada por alguns autores. A dieta provavelmente é composta de pequenos mamíferos, como acontece com os outros membros do grupo. Denominação comum dada pelos portugueses a um carnívoro mustelídeo brasileiro (Grammogale africana) que é parecido com espécies correspondentes européias; a doninha do Brasil é um pequeno carnívoro de corpo avermelhado com faixa ventral branca, e se nutre de aves e ratos.

Ocorrência Geográfica: A espécie apresenta uma distribuição disjunta, sendo que até recentemente era conhecida apenas das áreas de drenagem de três tributários a oeste do Amazonas, no leste do Equador e Peru (rios Napo, Marañón e Ucayali), e cerca de 2.800 km para o leste, na região do delta do rio Amazonas, no estado do Pará. Existem alguns registros entre esses pontos, para o norte do rio Juruá, no Acre e no Amazonas, sugerindo que a distribuição da espécie possa ser bem maior do que a conhecida atualmente. Registros mais recentes indicaram a ocorrência no rio Tapajós. Região Amazônica.

Cientista que descreveu: Desmarest, 1818

Categoria/Critério: Na região Amazônica, os cursos dos rios são utilizados em grande escala para deslocamento dos habitantes locais, o que representa ameaça a uma espécie de hábito aquático. A estratégia governamental de ocupação da Amazônia, utilizando preferencialmente as margens dos rios para agricultura, pode levar à destruição do hábitat do qual a espécie parece depender. Os poucos registros existentes, sugerindo uma densidade naturalmente baixa, indicam que devem ser tomadas medidas cuidadosas para a sua proteção imediata, se surgirem pressões antrópicas localizadas, seja por alteração do hábitat, seja por caça. Embora não exista nenhum registro confirmado, a espécie pode ocorrer em várias unidades de conservação da Amazônia dentro de sua área de ocorrência.

Fonte: MMA/SINIMA