A Região Amazônica

 

Para conhecer a atuação da Eletronorte e sua interação social é fundamental que se fale sobre a Amazônia. E por quê? Simplesmente e porque a região Amazônica é diferenciada do resto do país e do mundo. A Amazônia é grandiosa, desafiadora, vasta, continental, intrigante, misteriosa, enfim uma região de diversos e grandes adjetivos, assim como de grandes números. Dados que saltam aos olhos de qualquer leitor por sua ordem de grandeza, quer seja nas dimensões espetaculares de suas terras, flora, fauna e recursos naturais, quer seja nas dissimetrias em relação as demais regiões brasileiras, com dados sociais e econômicos, ao mesmo tempo, preocupantes e desafiadores para uma ação efetiva de governantes, administradores, pesquisadores, políticos, enfim, de todos aqueles que se dedicam a estudá-la e a promover o seu desenvolvimento.

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Evidentemente, a apresentação do Balanço Social da Eletronorte não pretende descrever a Amazônia com detalhes, mas apresentar um conjunto de informações que, por si só, levem o leitor a uma profunda reflexão e ao melhor entendimento da grandeza, das dificuldades e da responsabilidade que uma empresa de infra-estrutura de energia elétrica tem ao atuar nessa região.

A Amazônia abriga a maior floresta tropical úmida do planeta e, também, o mais importante e complexo sistema de água doce do mundo, com aproximadamente 7 milhões de quilômetros quadrados de área de drenagem (incluindo a Amazônia sul-americana), com cerca de 1.100 rios, dos quais destaca-se o Amazonas com 6.711 quilômetros, da nascente, nos Andes, até a sua foz no Estado do Pará, representando 20% do total das águas doces do mundo que chegam aos oceanos.

Ao lado dessa imensa rede hidrográfica, sua flora e sua fauna, asseguram a Amazônia o título de detentora da maior biodiversidade em todo o mundo. Os leigos acreditam que a região é uma imensa floresta, entrecortada de rios, mas somente 38% da Amazônia estão cobertos com florestas densas, homogêneas e fechadas. Outros 36% correspondem a florestas não densas e 26% a áreas de cerrado, campos ou alteradas pela ação do homem.

A região, que corresponde a 58% do território brasileiro, chamada Amazônia Legal, compreende os Estados do Amazonas, Amapá, Acre, Pará, Rondônia, Roraima, o Oeste do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso, todos contando com a infra-estrutura básica de energia elétrica fornecida pela Eletronorte e respectivas empresas estaduais.

Estima-se que vivem hoje na Amazônia cerca de 21 milhões de brasileiros, que, apesar da riqueza e da grandiosidade da região, constituem uma população com significativa parcela excluída das condições mínimas de bem estar econômico e social. Constata-se facilmente essa afirmação ao comparar os indicadores sociais e de serviços públicos oferecidos ao cidadão amazônida, com aqueles das demais regiões brasileiras. Assim, somente 35% da população recebe esgoto sanitário, 68% tem abastecimento de água e 59% conta com a coleta de lixo, apresentando, apenas, 7% do total de telefones disponíveis no país.

Deve-se ressaltar, no âmbito da prestação de serviços públicos, que mais de 70% da população da região Norte tem acesso a energia elétrica, sendo que em alguns estados esse percentual alcança os 80%, demonstrando o enorme trabalho desenvolvido pela Eletronorte em seus 27 anos de atuação na Amazônia, que multiplicou, nesse período, a potência disponível na região em mais de 120 vezes.

Outro aspecto a destacar refere-se a distribuição da população, cuja concentração maior ocorre na banda oriental da Amazônia, onde os estados do Pará e do Maranhão detêm a metade da população de toda a região. Numa área de dimensões continentais a concentração urbana provoca imensos vazios populacionais e conferem a Amazônia uma densidade demográfica de 3,67 habitantes por quilômetro quadrado, a mais baixa das regiões brasileiras que, no total, apresentam uma densidade de 18,38 habitantes por quilômetro quadrado. Observe-se ainda que vivem na região cerca de 140 mil índios, que representam 80% do contigente indígena do país.

Detentora da maior reserva de madeira do mundo, uma enorme reserva de minérios tradicionais (ferro, bauxita, ouro e cassiterita), além daqueles utilizados em modernas aplicações tecnológicas (nióbio, manganês e titânio) e, cerca de metade do potencial hidrelétrico nacional, a Amazônia constitui uma região de grandes desafios e enormes preocupações para as políticas e planos de desenvolvimento que venham a ser traçados, visando a sustentação de seu equilíbrio ambiental, com a exploração racional de seu vasto potencial, aspectos culturais e de segurança nacional, pelo interesse que desperta em todo o mundo.

Esta Amazônia de contrastes e gigantismos, no entanto, produz somente 5% do produto interno bruto nacional, com 9% da população urbana brasileira e 12% do total, que constituem 10% do eleitorado do Brasil.

Atuar nessa região, construindo usinas hidrelétricas e termelétricas, linhas de transmissão e subestações, tem sido, portanto, um desafio gigantesco para a Eletronorte, não somente nos seus aspectos construtivos e empreendedores, mas no que poderia se dizer, o ponto nevrálgico nessa inserção regional – a sua integração social, agregando valores a sociedade amazônica, respeitando o meio ambiente, ofertando serviços, gerando empregos, enfim, dando a cada membro desta sociedade condições de cidadania, qualidade de vida e oportunidades de crescimento.

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Na região Amazônica de números tão grandiosos, esse é um papel fundamental que a Eletronorte vem cumprindo com total eficiência: o de uma empresa cidadã, plenamente ciente de sua responsabilidade pública. Sua interação social e a gestão de seus recursos humanos, têm sido reconhecidos pelos inúmeros prêmios recebidos ao longo dos últimos anos, como o de qualidade do Governo Federal, ganho por dois anos consecutivos pela Eletronorte e sua unidade regional de Tucuruí, respectivamente, em 1998 e 1999.

Fonte: Eletronorte