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 Ambiente Unidades de Conservação

Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha

Em 1988 o Decreto nº 96.693 criou o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, subordinado ao Ibama.

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Região: Nordeste

Estado: Pernambuco

Município: Fernando de Noronha

Bioma: Ecossistemas Costeiros

Área: 11.270 ha

Criação: Decreto 96.693

Unidade de Proteção Integral

No mesmo ano, a promulgação da Constituinte reintegrou Fernando de Noronha a Pernambuco.

O Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha - PARNAMAR / FN é formado por 2/3 da ilha principal e vai até onde o mar tiver a isóbata de 50 m. Nele estão incluídas todas as ilhas secundárias. Sua extensão total é de 112,7 km² e tem um perímetro de 60 km.

Os objetivos do Parque são proteger as amostras representativas dos ecossistemas terrestre e marinho, preservar a fauna, flora e demais recursos naturais, proporcionar oportunidades controladas de visitação, lazer, educação ambiental e pesquisa científica e contribuir para a preservação dos sítios históricos.

 Dentro da área do PARNAMAR / FN é proibido:
 
1. pescar ou praticar caça submarina e portar materiais próprios para estas atividades;  
2. introduzir animais e plantas; abater, capturar, perseguir e alimentar animais;  
3. alterar a vegetação e coletar sementes, raízes e frutos; coletar conchas, corais, pedras, animais vivos ou partes de organismos;  
4. mergulhar nas piscinas naturais da baía dos Porcos; descer e mergulhar nas piscinas do Buraco da Raquel e da ponta das Caracas;  
5. visitar a praia do Leão e a baía do Sancho, de janeiro a julho, no horário das 18 às 6h, devido às desovas de tartarugas marinhas (aruanãs);  
6. nadar e mergulhar com os golfinhos, mesmo fora da baía, e parar embarcações nas imediações da baía dos Golfinhos;  
7. parar embarcações, com exceção da parada para banho na baía do Sancho;  
8. jogar lixo, ponta de cigarros e outros detritos;  
9. visitar ilhas, ilhotas e rochedos;  
10. acampar, pernoitar e fazer fogo na ilha principal;  
11. visitar todas as áreas de uro restrito, sem autorização;  
12. caminhar sobre os arrecifes das praias de Atalaia e Leão e da baía Sueste;  
13. escrever ou pichar em árvores, rochas ou placas;  
14. usar nadadeiras, tênis, protetor solar e similares na praia de Atalaia;  
15. acesso de embarcações e veículos não credenciados;  
16. praticar mergulho autônomo sem ser através de empresas credenciadas.   

Trilhas

São cinco as trilhas definidas dentro da área do Parque, que podem ser visitadas com autorização do IBAMA e acompanhamento de condutores credenciados:

Trilhas com autorização do IBAMA  
1. Trilha dos Golfinhos (início e término na Quixaba)  
2. Trilha Sancho / Porcos (início na praia da Cacimba do Padre; término na baía do Sancho).  
3. Trilha Capim-açu (aberta somente de agosto a fevereiro. Início e fim na praia do Leão).   
4. Trilha do Farol (íngreme e de percurso longo).   
5. Trilha da Pontinha / Pedra Alta (início na enseada da Caeira e término na Vila do Trinta).


A vegetação predominante em Fernando de Noronha é composta por espécies típicas do agreste nordestino, perdendo sua folhagem na estação seca. Em seu aspecto geral, a vegetação apresenta árvores nas áreas mais elevadas e arbustos nas superfícies mais planas. As principais espécies arbóreas são a Gameleira, o Mulungu e a Burra Leiteira. 

Mata Seca

A Mata Seca, encontrada na Ponta da Sapata, representa 25% de toda a vegetação de arbustos e árvores da ilha principal do arquipélago. Esta vegetação é utilizada pelas aves marinhas e terrestres para a construção de ninhos. As principais espécies arbóreas e endêmicas são: a Gameleira (Ficus noronhae), o Mulungu (Erythrina auranthiaca) e a Burra Leiteira (Sapium sceleratum).

 Mangue
A única ocorrência de mangue insular no oceano Atlântico Sul merece atenção especial e se localiza na baía do Sueste, ocupando uma área de 1500 m2. Esse mangue recebe água da maior bacia de captação da ilha, a do riacho Maceió.

 Trepadeiras
Denominadas genericamente por "jitiranas", as trepadeiras cobrem arbustos e árvores nativos no período das chuvas. São constituídas de 14 diferentes espécies vegetais.

Atenção especial
Algumas espécies como as urtigas, o aveloz e a burra leiteira possuem seiva cáustica agressiva à pele.

 Espécies introduzidas
Com o objetivo de prover alimentação para homens e animais, os colonizadores e moradores atuais, introduziram diversas espécies frutíferas. Destacam o caju, o cajá e a pinha. Entre as espécies ornamentais, destacam-se o flamboyant e o ipê branco.
  
FAUNA
    
Em Fernando de Noronha existem inúmeras piscinas naturais que permitem o contato direto com a variada e exótica fauna marinha do arquipélago. As águas das ilhas estão repletas de peixes, esponjas, algas, moluscos e corais, dentre eles o mais abundante no arquipélago, o Montastrea cavernosa.

 Águas rasas
Nas águas rasas encontram-se os peixes coloridos como a donzela de rocas; o sargentinho; a coroca e também as moréias.

 Águas profundas
Nas águas profundas podem ser encontrados o frade; o budião; a ariquita; a piraúna e o borboleta. Os cações, o pacífico lambaru e as arraias podem ser vistas repousando no fundo.
 Golfinhos rotadores

Os golfinhos da espécie Stenella longirostris são conhecidos como golfinhos rotadores devido aos saltos com a rotação do corpo que costumam executar fora da água. Estes animais podem atingir até 2 m de comprimento e 90 Kg de peso. Possuem o dorso cinza-escuro com faixas medianas cinza-claro e o ventre branco. O período de gestação dura aproximadamente 10 meses e meio e o filhote nasce com 80 cm de comprimento.

Os golfinhos rotadores se distribuem nas zonas tropicais e subtropicais em todos os oceanos. São gregáreos e apresentam um comportamento social bastante complexo. É comum deslocarem-se em grupos compostos por dois até várias centenas de indivíduos de todas as idade e ambos os sexos.
  
Em Fernando de Noronha, o mirante da Baía dos Golfinhos é um local onde esses animais podem ser observados em seu ambiente natural. Um dos espetáculos mais bonitos da ilha pode ser observado diariamente ao nascer do sol, quando grupos de golfinhos rotadores deslocam-se para o interior da baía, uma área de águas calmas e protegidas. Utilizam esta área para o descanso, reprodução e cria, e à tarde deslocam-se para se alimentar de pequenos peixes e lulas em alto-mar. Este é o único local onde ocorre concentração de golfinhos rotadores em todo o Oceano Atlântico. A proibição de circulação de embarcações e mergulho na enseada foi estabelecida em 1986 como medida de proteção para que seja possível a conservação desses animais. Vale lembrar que a Lei Federal nº 7643 estabelece a proibição à caça, captura e molestamento de todas as espécies de cetáceos (golfinhos, botos e baleias) em águas brasileiras.

 Tartarugas marinhas
Duas importantes praias de desova das tartarugas aruanas (Chelonia mydas) estão protegidas pelo Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha: a Praia do Leão e a do Sancho.

Duas praias de Fernando de Noronha são pontos de desova de tartarugas marinhas. As tartarugas são observadas a partir de novembro, agrupadas na superfície da água, quando os machos adultos disputam as fêmeas, dando início ao período de reprodução dessa espécie no arquipélago. Durante os meses de chuva (dezembro a maio) , as fêmeas, resguardadas pela temperatura da noite, sobem a essas praias para depositar os ovos que incubam durante 50 dias.

No ambiente marinho da área do Parque pode-se, mergulhando, observar jovens e adultas tartarugas-de-pente (Eretmochelys imbricata), espécie altamente ameaçada devido à pesca para a confecção de óculos, pentes e bijouterias. A tartaruga-de-pente utiliza o arquipélago apenas como local de crescimento a alimentação. Sua origem e suas rotas migratórias são desconhecidas pelos pesquisadores.    

O Centro Nacional de Conservação e Manejo das Tartarugas Marinhas TAMAR / IBAMA desde 1984 zela no arquipélago pelas fêmeas, ovos e ambientes de reprodução e avalia as suas populações. Esses animais são protegidos por Decreto-Lei que estabelece a proibição da captura, pesca e molestamento de todas as espécies de quelônios em águas brasileiras.

 FAUNA TERRESTRE

Ocorrem em Fernando de Noronha três espécies endêmicas: o passarinho sebito (Vireo gracilirostris), a lagartixa (Mabuya maculata) e a cobra de duas cabeças (Amphisbaena ridleyana). O caranguejo (Gecarcinus lagostoma) passa sua fase juvenil e adulta em terra e faz sua desova no mar.

Animais trazidos pelo homem

Algumas espécies de animais silvestres foram trazidas para o arquipélago pelo homem. São o teju (Tupinambis teguxim), o mocó (Kerodon rupestris) e as ovelhas, que hoje são criadas em áreas restritas para não prejudicarem a flora do arquipélago.   

 AVIFAUNA

Existem 40 espécies de aves registradas no arquipélago que abriga as maiores colônias reprodutivas de aves marinhas entre as ilhas do Atlântico Sul Tropical. Noronha abriga as maiores colônias reprodutivas de aves marinhas entre as ilhas do Atlântico Sul Tropical.   

Aves nativas

Dentre as aves protegidas pelo Parque Nacional a mais comum é a viuvinha (Anous minutos). Outras aves de grande concentração no arquipélago são a viuvinha grande (Anous stolidus), o trinta réis de manto negro (Sterna fuscata) e a viuvinha branca (Gygis alba).

Em todas as ilhas podem ser encontradas também seis espécies de aves parentes dos pelicanos: o mumbebo branco-grande (Sula dactylatra), o mumbebo marrom (Sula leucogaster), o mumbebo de patas vermelhas (Sula sula), a catraia (Fregata magnificens), além de duas graciosas espécies: o rabo de junco de bico amarelo (Phaeton lepturos) e o bico vermelho (Phaeton aethreus). Nas matas, vivem o sebito (Vireo gracilirostris), pássaro insetívoro e frutívoro que já se tornou endêmico, o cucuruta (Elaenia spectabilis reidleyana) e a arribaçã (Zenaida auriculata noronha).

 Aves migratórias

Existe um grupo de aves que visita o Parque: são as migratórias de longo percurso e em geral provenientes do hemisfério norte. Essas aves chegam para descansar e se alimentar. São doze espécies de maçaricos e batuíras, sendo mais comum o vira pedra (Arenaria interpress).

Alguns dados:   
.: O único registro de reprodução da pardela-pequena (Puffinus assimilis) ocorre no arquipélago.   
.: O Rabo-de-junco-do-bico-vermelho (Phaethon aethereus) tem 1 metro de comprimento dos quais 40 cm corresponde a cauda.   
.: O Rabo-de-junco-do-bico-laranja (Phaethon lepturus) e Atobá (Sula dactylatra) serviram de alimentação para os presos entre 1870 e 1942.   
.: Em junho de 1987, foram contados 10.630 ninhos de Viuvinha-negra (Anous tenuirostres).   
.: A cucuruta e o sebito (Vireo glacilirostris) (Elaenia spectabilis ridleyana) são espécies endêmicas.   
Fonte: Schulz Neto, Albano. Observando Aves no Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha: guia de campo. Brasília : IBAMA, 1995.

O grande problema da ilha é a ação do homem, através da engenharia, da introdução de espécies e do acúmulo de lixo.

O abastecimento de água depende da captação da chuva, e este é um dos fatores limitantes da presença humana, pois a água é racionada, de acordo com os níveis do Açu de Xaréu. A energia elétrica provém do petróleo e também sofre controle. Os visitantes têm de se adaptar às acomodações das pousadas,que são simples. Os principais atrativos do parque vêm do mar: golfinhos, tartarugas e as águas cristalinas e profundas do Oceano Atlântico.

A entrada e permanência na ilha dependem de uma Guia de Encaminhamento do Visitante e do recolhimento da Taxa de Preservação Ambiental, um valor que recai progressivamente sobre o número de dias em que o visitante permanece em Fernando de Noronha. A ilha dispõe de uma limitada capacidade para receber pessoas.

O turismo vem se tornando fonte principal de renda. Na sede do parque, há palestras de segunda a quinta, às 20h30min. Cada noite, há um assunto diferente, como a história do parque, golfinhos, Projeto TAMAR, flora, fauna, além de abordagens de educação ambiental.

O acesso à ilha é feito por avião a partir de Recife, João Pessoa ou Natal, ou por barcos pesqueiros, que demoram de 12 a 36 horas.

www.noronha.pe.gov.br



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