Ambiente Gestão

Conheça um pouco mais sobre Fixação de Carbono

A proposta de fixação de carbono resultou da Conferência de Kyoto, onde os países industrializados que respondem por 70% dos gases emitidos no mundo se comprometeram a estabilizar suas emissões aos níveis existentes em 1990.

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O dióxido de carbono (CO2), ou simplesmente carbono, resulta da queima de combustíveis fósseis (como petróleo e carvão) e de biomassa, incluindo florestas. Das bilhões de toneladas de CO2 que são emitidas anualmente, mais da metade ficam acumuladas na atmosfera criando um cobertor de gases que impede que o calor refletido escape para o espaço, criando o chamado efeito estufa, responsável pelo aquecimento do planeta.

Florestas em crescimento podem auxiliar na redução do efeito estufa já que absorvem o gás carbônico quando intensificam a fotossíntese. Este processo é denominado de ''Fixação de Carbono'', ou comumente, ''Seqüestro de Carbono''. Estima-se que cada hectare de floresta em crescimento absorva até 100 toneladas de gás carbônico por ano.

A proposta de fixação de carbono resultou da Conferência de Kyoto, onde os países industrializados que respondem por 70% dos gases emitidos no mundo se comprometeram a estabilizar suas emissões aos níveis existentes em 1990. Para ajudar na obtenção desta meta, foi criado um sistema pelo qual empresas destes países investem em projetos florestais de países em desenvolvimento. O carbono que tais projetos retirarão da atmosfera será deduzido do total que os países industrializados se comprometeram a reduzir.

Além da problemática do efeito estufa, é urgente a necessidade de gerar alternativas de oferta de madeira ao mercado interno e externo que está consumindo madeiras da Floresta Amazônica a níveis altíssimos e insustentáveis. 

Há também a necessidade de suprimento de 100% de produção de carvão vegetal com madeira vinda de reflorestamento. Além disso, há a necessidade de atender a demanda de madeira para o crescimento da indústria de celulose brasileira e também a demanda para energia, pois estas vem sendo consumidas de maneira difusa em todo o Brasil, e, como conseqüência, ocasionam grandes áreas de desmatamento. 

Com propostas de normas institucionais, técnico-científicas e econômico-financeiras, os municípios, indústrias, empresas e ONGs poderão habilitar-se a receber recursos financeiros, sobretudo internacionais, como é o caso do Banco Mundial, que organizou um fundo privado de cem milhões de dólares para promover projetos via Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), para a criação e manutenção de unidades de conservação, recuperação de áreas degradadas e projetos de reflorestamento. 

Por estas razões, há uma excelente oportunidade para o Brasil desenvolver Programas de Reflorestamentos, que além de seqüestrar uma parte do excesso do carbono da atmosfera, atenderá a demanda de madeira para os mercados interno e externo.

 

Por: Fabíola Della Giacoma Bióloga C.R.Bio: 28.083-03D



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