Ambiente Florestal

Silvicultura do Pinus II - Pragas e Doenças

Pragas e Doenças.

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Pragas e Doenças

 

 Doença   Características   Ação na Planta   Controle 

Tombamentod ou damping off

Fungo:

  • Rhizothoctonia solani
  • Fusarium monoliforme
  • Fusarium centricosum
  • Pythium debaryanum
  • Ocorre nas seguintes condições:
  • Elevada umidade, irrigação e chuvas freqüentes
  • Em solos com má drenagem 
  • Elevada densidade de mudas
  • Adubação nitrogenada em excesso
  • Lesão fúngica na base da mida
  • Na pré-emergência parte das sementes não germinam
  • Anelamento do colo das mudas
  • Quedas das hastes
  • Usar preventivo de fungicidas no primeiro mês de produção de mudas.
  • Evitar umidade excessiva no substrato.
  • Promover arejamento satisfatório das muds por meio de espaçamento adequado.

Asfixia de mudas

Fungo:

  • Telephora terrestris
  • Telephora caryophyllea
  • Telephora fimbriata
  • Excessivo enovelamento de raízes.
  • Exaustão dos nutrientes do substrato 
  • Irrigação insuficiente das plantas
  • Interrupção do fluxo de água e saia minerais.
  • As mudas têm-se mostrado amarelecidas e até mortas.
  • Notam-se basidio carpos marrons de escuros a negros, típicos do fungo basidiomiceto do gênero telephora, firmemente aderidos ou envolvendo as porções basais dos seus caules.
  • Aplicar a de calda bordaleza.
  • Aumentar o espaçamento.
  • Promover a ventilação.

Seca das pontas

Fungo:

  • Sphaeropsis sapinea
  • A notoriedade de S. Spinea como patógeno de Pinus spp. deve-se, sobretudo, aos surtos de secas das pontas em plantações de Pinus spp., previamente denificadas por chuvas de pedra durante verões chuvosos. 
  • Anelamento de hastes de mudas
  • Apodreimento de raízes de árvores adultas.
  • Cancros nas diversas alturas do fuste, sendo a penetração do fungo através das feridas da desrama artificial, azulamento da madeira.
  • Seca das pontas dos galhos ou haste principal. 
  • Proceder as desramas dos povoamentos, proporcionando melhor arejamento.
  • Remover os órgãos desramados para evitar que se transformem em futuras fontes de inícula de S.Spinea.
  • Evitar o estabelecimento de plantações de Pinus spp., em áreas castigadas por chuvas de pedra ou por outras adversidades climáticas que afetem a espécie plantada.
  • Evitar o estresses fisiológicos. 

 Queima de acículas

Fungo:

  • Cylindrocladium pteridis
  • Ataca mudas enviveiradas e plantas no campo até quatro anos de idade.
  • Acículas com lesões de coloração amarelo-amarronzada, medindo de 2 a 5 mm de comprimento causando mais tarde o sei anelamento.
  • Posteriormente, as acículas tornam-se marrons pardas e caem. 
  • Controlar com fungicidas.

Queima de Acícula ou Queima de Dotistroma 

Fungo: dothistroma septospora

  • Doença atrelada à Pinus radiata, espécie que mostrou-se não adaptável ao Brasil.
  • É considerada doença modelo na Patologia Florestal em vistas dos estudos na sub-área de epidemologia e controle químico em campo.
  • Manifesta-se em plantas em campo depois das 6-8 meses, e é severa até os 10 anos de idade.
  • A doenla começa nas acículas basais do tronco e progride, de modo ascendentes, na copa.
  • O principal dano é a perda de incremento das árvore atacadas que está relacionada com a intensidade de doença refletida pela percentagem de copa queimada ou desfolhada.
  • A partir de 80% de folhagem afetada, a planta tem paralização de crescimento ou morre.
  • Utilizar espécies resistentes à doença.
  • Controlar com fungicidas cúpricos.

 Amareliose

Fungo: Armillaria mellea

  • Geralmete ocorre na primeira rotação, em plantações de pinus estabelecidas em áreas onde havia floresta natural ou reflorestamento com espécies florestais folhosas com reconhecida capacidade multiplicadora de inóculo do patògeno em regoões úmidas, com temperatura moderada.
  • A doença pode ser transmitida de  uma árvores para outra através do contato radicular. 
  • Apodrecimento de raízes de porções basais do tronco, levndo há maioria das vezes à morte.
  • As árvores inicialmente exibem crescimento vagaroso, tonrma-se amarelecidas e apresentam exsudação de resina na base do tronco e nas raízes.
  • Queda acumulada de acículas, secamento de terminais de galhos e finalmente morte. 
  • Limpar a área de ser recém desmatada e arada para o plantio de pinus, recolhendo-se os rstos de raízes, tocos, troncos e galhos da vegetação anteiror, apodrecidos ou não e queimá-los ou destinados à carbonização.
  • Abrir trincheiras ou valas, isolando árvores atacadas para que a doença não atinja as árvores vizinhas pelo contado das raízes.
  • Evitar o plantio de espécies suceptóveis à doença.

 Podridão de Raízes

Fungo:

Cylundrocladium clavatum

  • A doença geralmente ocorre a partir de 1 ano de idade.
  • A mortalidade ocorre tanto em plantas esparsas ou em reboleiras.
  • Geralmente a doença é observada a partir de um ano de idade no campo.
  • No início ocorre amarelecimento de toda copoa, com rapizes já mortas devido à presençade resina cirstalizada em suas superfícies.
  • A copa fica marrom-ferrugínea, devido à mortalidade de acículas.
  • Morte da planta.
  • Abrir trincheiras ou valas, isolando árvores atacadas para que a doença não atinja as árvores vizinhas pelo contato das raízes.
  • Evitar o plantio de espécies suceptíveis à doença.

Manchas de Acículas 

Fungo: Davisomycella sp.
Lophodermiums sp

  • Sia ocorrência se dá por todo o Brasil, mas não causam grandes danos.
  • As manchas causadas despertam muito a atenção do observador.
  • Inicialmente manchas amareladas, diminutas, que se expandem, envolvendo todo o diâmetro da acícula.
  • Posteriormente a mancha necrosa-se e fica com cor marrom avermelhada, sendo que, a partir do ponto necrosado, a acícula morre.
  • Dos primeiros sintomas à morte, demora-se cerca de um ano.
  • Não há necessidade de controle no campo.
  • No brasil ainda não há ocorrência de viveiros.

 

Pragas

Macaco prego (Cebus apella)

O macaco-prego é um espécie nativa do Brasil que tem causado prejuízos aos reflorestamentos de pinus do país. Este animal ataca o terço superior da árvore de pinus, descascando o tronco e alimentando-se da seiva, que tem sabor doce.

A medida que a superfície exposta pelo descascamento aumenta, aumenta também a dificuldade de recobrimento do xilema por novos crescimentos da casca, levando a deterioração da madeira e, no caso de anelamento, morte e queda da copa.

As árvores atacadas ficam mais suscetíveis ao ataque da vespa da madeira, uma praga de pinus que causa ainda mais prejuízos.

Para o controle do ataque do macaco, são recomendadas medidas como a abertura da floresta e limpeza da área, de forma que o ambiente torne-se menos atrativo aos animais.

 

Redação Ambiente Brasil



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