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 Ambiente Florestal

Látex - Borracha Vegetal

O látex é líquido de aspecto leitoso, existente nas plantas ditas laticíferas, é colhido em incisões feitas no tronco, pelas quais escorre.

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Quando os espanhóis começaram a invadir a América do Sul, sua atenção foi atraída pelo suco de uma planta com que os indígenas formavam bolas, que saltavam no chão. Uma curiosidade de viajantes em terras distantes deveria tornar-se, alguns séculos depois, a origem de uma indústria colossal, a da borracha.

O látex é líquido de aspecto leitoso, existente nas plantas ditas laticíferas e é colhido em incisões feitas no tronco, pelas quais escorre. Pode mostrar-se incolor, amarelo, alaranjado, vermelho e, mais comumente, branco. A fluidez também é sujeita a gradações: pode apresentar-se aquoso ou altamente viscoso. Trata-se de um produto natural procedente do látex, de acidez neutra, com grande elasticidade, inodoro e sem resíduo, podendo ser esterilizado em qualquer sistema.

A borracha assim obtida, borracha em bruto, deformável como gesso, deve sofrer uma série de preparos para adquirir os requisitos da elasticidade, dureza, resistência, etc., que fazem dela um dos produtos de consumo mais necessários no mundo moderno.

Ela é introduzida em máquinas especiais que funcionam mais ou menos como moedoras de carne, chamadas mastigadoras: elas servem para misturá-la e empastá-la, libertando-a do líquido e das impurezas. A este ponto deve-se dizer que os indígenas costumam defumá-la, quando em estado bruto, obtendo, assim, um produto bastante elástico e impermeável, mas grudento e, por isso, não é prático para trabalhá-lo.

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Na indústria moderna, segue-se uma fase importante, a da mistura, isto é, à borracha são ajuntadas substâncias especiais, capazes de torná-la dura e elástica. Para tal fim, emprega-se enxofre ou seus compostos; juntam-se, ainda, corantes e outras substâncias químicas, capazes de orientar a reação. A borracha, agora, está pronta para ser utilizada dos modos mais variados. É dada a forma definitiva, antes de submetê-la à vulcanização, cujo processo final a tornará realmente tal qual nós a conhecemos.

Tal processo consiste em submeter o material, ao qual forma acrescidas as substâncias mencionadas, a uma elevada temperatura (cerca de 160º), de maneira que, entre borracha bruta e enxofre, ocorram aquelas complicadas reações, que dão as características químicas e físicas desejadas. Misturada a uma quantidade maior de enxofre e levada a uma temperatura ainda mais alta a borracha se transforma, em ebanite, uma substância dura, que conhecemos.

As utilizações da borracha são infinitas, e vão das modestas borrachinhas para apagar (um dos seus usos mais remotos), aos cabos elétricos, aos fios de tecido, aos tecidos impermeáveis, aos pneumáticos, às cintas, etc.

O consumo e a procura de tal matéria-prima, extraída principalmente da seringueira (Hevea brasiliensis) como é fácil compreender, são tão grandes que as plantações do Brasil e da Ásia não bastam para satisfazer a indústria. Hoje, se produz borracha sintética, em quantidades sempre crescentes.

Do ponto de vista estrutural, o látex é uma suspensão que contém partículas de hidrocarbonetos do grupo dos terpenos numa matriz aquosa. Muitas outras substâncias são encontradas no látex, como açúcares, alcalóides, protídeos, ceras, amido, cristais, taninos e resinas. Além da seringueira (Hevea brasiliensis), as plantas laticíferas incluem o guaiúle (Parthenium argentatum) e a figueira-da-borracha (Ficus elastica), que também são fonte de borracha natural; a papoula verdadeira (Papaver somniferum), de cujo látex se obtém o ópio; e a árvore-vaca (Tabernaemontana utilis), das regiões baixas da América do Sul, cujo látex pode ser bebido como leite. Aparentemente, o látex desempenha nas plantas uma função complexa, relacionada com os fenômenos de secreção e excreção.

Do ponto de vista botânico, possui valor taxionômico, pois serve para caracterizar diversas famílias e gêneros. As moráceas (figueira, jaqueira, fruta-pão), apocináceas (mangabeira, alamanda), euforbiáceas (seringueira, leiteiro, coroa-de-cristo) e caricáceas (mamoeiro) são algumas das famílias em que a presença do látex é constante.

O látex é produzido em estruturas especiais denominadas dutos laticíferos, que podem ser células ou grupos de células interconectadas ou fusionadas. Quando seccionados, os laticíferos deixam fluir o látex, que coagula e veda o ferimento feito na planta. A coagulação resulta da ação de sistemas enzimáticos.

A borracha, extraída da seringueira (Hevea brasiliensis) e do cancho, sobretudo do látex, (Caetilloa ulei), tornou a Amazônia brasileira a fonte produtora de 40% das pélas de goma elástica, no mercado mundial. Na pauta das exportações do Brasil, a borracha ocupou o 2º lugar em valor, logo após o café, desde a década de 1890 até 1913.

Sintética significa "produzida artificialmente pelo homem", primeiro em laboratórios, após pesquisas complicadas, depois, em escala industrial, partindo de elementos químicos que a compõem. Atualmente, é preferida à borracha natural. Hoje, como não se pode confiar muito no fornecimento da borracha vinda das plantações do Extremo Oriente, por causa das desordens políticas que ocorrem naquela zona, os países industriais do Ocidente incentivam de todos os modos a produção sintética deste indispensável produto. Principalmente a Europa, apesar de sua absoluta falta de matéria-prima, mantém condignamente seu lugar na indústria de borracha, graças ao aparelhamento industrial de primeira ordem. Além disso, o Brasil vem, também, incentivando a plantação da Hevea brasiliensis na Amazônia, pois se trata de produto de grande procura e aceitação no mercado. O látex é de grande importância econômica, pois dá origem à borracha natural, de alto valor comercial.

Da redação do Ambiente Brasil



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