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 Ambiente Agropecuário

Hantavirose

A ocorrência da hantavirose se deve principalmente a distúrbios ecológicos, destacando-se desmatamentos, alterações em ecossistemas associados ao comportamento econômico, social e cultural do homem

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A hantavirose é uma doença grave e aguda, com alta taxa de letalidade, cujo nome tem origem no rio “Hantan” na Coréia, onde vários soldados americanos adoeceram durante a guerra dos anos 50. A doença manifesta-se sob a forma renal, com febre hemorrágica, e sob a forma pulmonar.

A Hantavirose é uma das zoonoses que vem preocupando as autoridades sanitárias de todo o mundo. Sua ocorrência se deve principalmente a distúrbios ecológicos, destacando-se desmatamentos, alterações em ecossistemas associados ao comportamento econômico, social e cultural do homem. A virose surge como um importante problema de saúde pública tanto em zonas rurais como em zonas urbanas.

A transmissão do vírus ao homem se dá de diferentes formas, tais como inalação de aerossóis contaminados, excrementos de roedores (diretamente ao colocar a mão em local contaminado e levar a mão à boca ou indiretamente através de água e alimentos contaminados), mordedura de roedor contaminado, contato direto com mucosas (olhos, boca) e por escoriações na pele, principalmente de trabalhadores rurais sem vestimenta apropriada (sandálias, bermudas, etc.). Em 1996, na Argentina, foi registrado um caso em que uma pessoa infectada transmitiu a outras 18 através do médico.

 

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Agente etiológico e agente transmissor

A Hantavirose é causada por um vírus, da família Bunyaviridiae. Sabe-se que nas Américas existem mais de 20 tipos de vírus diferentes e cada um é transmitido por uma espécie diferente de roedor. Estes Roedores silvestres são considerados reservatórios do vírus, uma vez que o agente não causa doença no animal, apenas uma infecção crônica, levando o animal á condição de portador assintomático. O vírus se encontra nas fezes, urina e saliva desses animais, e quando esses produtos secam, o vírus permanece viável no meio ambiente, desde que este seja favorável (pouca iluminação e abafado).

As principais espécies silvestres portadoras do vírus no Brasil, são Akodon cursor, Oligorysomis negrites, Bolomys laziurus entre outras, que transmitem a forma pulmonar da doença. Entretanto, algumas espécies de roedores urbanos, especialmente a ratazana de esgoto, são reservatórios da febre hemorrágica com síndrome renal.

 

Sintomas

Febre alta (acima de 38º), dores no corpo, dor abdominal, dor de cabeça, tosse seca, taquicardia e dificuldade para respirar. Essa fase dura em média de 3 a 5 dias, podendo evoluir para a fase cardio-pulmonar. A fase cardio-pulmonar caracteriza-se por insuficiência respiratória aguda grave e choque circulatório, apresentando alta taxa de letalidade (45%).

 

Profilaxia

  • Controlar a presença de roedores, fechando aberturas, desmatando cerca de 50 metros ao redor das casas;
  • Manter os ambientes limpos, evitando deixar alimentos expostos e no chão, colocando-os em embalagens hermeticamente fechadas em prateleiras. No caso de sacos de grãos em chácaras, não deixá-los encostados na parede, sempre em pé e bem fechados;
  • Antes de iniciar a limpeza de abrigos que ficaram por longo tempo fechado, primeiramente abrir as janelas e deixar ventilar por aproximadamente 1 hora, e em seguida molhar o local (usar água com hipoclorito de sódio, e deixar agir por meia hora) antes de varrer, pois o vírus pode permanecer na poeira, evitando-se assim, sua inalação, e ao terminar lavar bem as mãos com água e sabão. Salientando que o manipulador deverá usar vestimenta adequada (luvas e botas de borracha, macacão fechado, máscara protetora, óculos de proteção e chapéu);
  • Garantir a coleta e o destino adequados do lixo.
  • Não se recomendam ações de extermínio/caça aos roedores, pois isso pode causar um desequilíbrio desta população, levando a movimentações e mudanças de hábitos que aumentam o risco de exposição humana aos excrementos.

 

Fontes: www.sa.df.gov.br e www.polmil.sp.gov.br



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