Ambiente Ecoturismo

Turismo Verde em Rondônia

Percorrer seus rios é travar contato com a Amazônia mais profunda dos iguapós e lagos, dos seringueros, castanheiros, castanheiros e pescadores. E também com as ruínas da saga da estrada de ferro madeira-mamoré.

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Uma variedade de paisagens naturais aguarda o ecoturista em Rondônia. Percorrer seus rios é travar contato com a Amazônia mais profunda dos iguapós e lagos, dos seringueros, castanheiros, castanheiros e pescadores. E também com as ruínas da saga da estrada de ferro madeira-mamoré.

O estado de Rondônia selecionou, para compor seu pólo de ecoturismo, os vales dos rios Guaporé, Mamoré e Madeira, perfazendo um corredor de belezas naturais que percorre desde o sul do estado até a capital, Porto Velho. Em sua maior parte, o pólo abrange a mais bem preservada e menos povoada região do estado, coberta por florestas e áreas inundáveis, situadas na fronteira com a Bolívia. De sul para o norte, o pólo se estende por cinco municípios: Cabixi, Pimenteiras, Costa Marques, Guajará-Mirim e Porto Velho, capital e portão de entrada do estado.

Partindo de Porto Velho, descendo o rio Madeira, se chega à Reserva Extrativista do Lago do Cuniã, um dos mais belos lagos da Amazônia. É uma região repleta de igarapés, que atravessam campos e florestas inundadas - os igapós -, onde se concentra a fauna da região, especialmente aves aquáticas, jacarés e peixes como o pirarucu, o maior da Amazônia. A diversidade de ambientes naturais e a diversidade de espécies fazem do Cuniã um lugar ideal para a observação de aves e da fauna em geral.

 

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O rio Guaporé, cujos contornos formam parte da fronteira Brasil-Bolívia. Entre as cidades de Pimenteiras, ao sul do estado, e Costa Marques, o Guaporé forma ecossistemas inundáveis, semelhantes ao pantanal, entremeados por canais e lagos. Essa região, de alta concentração biológica, está protegida pelos Parques Estaduais de Guajará Mirim, Serra dos Reis e Corumbiara, Reservas Extrativistas, pela Reserva Biológica do Guaporé e, no lado boliviano, pelo Parque Nacional Noel Kempf Mercado. É neste trecho que estão os grandes atrativos do pólo, também com grande potencial para a pesca esportiva.

Localizada às margens do rio Guaporé, a dois quilômetros de Costa Marques, a Reserva Extrativista de Curralinho tem como ecossistema principal o chamado “pantanal do Guaporé”, que abriga fauna de grande porte abundante, incluindo espécies ameaçadas de extinção. A reserva conta com um centro de visitantes oferece trilhas pela floresta até os muitos lagos de seu interior, onde é possível avistar macacos e aves da região. Subindo o Guaporé, em direção ao centro de seu pantanal, está outra reserva extrativista, a de Pedras Negras, com lagos, igapós, baías e matas repletas de castanheiras e animais de grande porte. Passeios de barco pelas trilhas na mata e pelos igarapés e a convivência com os moradores das reservas são atrativos adicionais para os visitantes.

Próximo a Pimenteiras, no lado boliviano, está o Parque Nacional Noel Kempf Mercado, uma das maiores unidades de conservação das Américas, com 1,6 milhões de hectares. Integrante do Corredor Ecológico Binacional Guaporé-Mamoré-Itenez, o parque é reconhecido internacionalmente por sua biodiversidade – já foram catalogadas 630 espécies de aves em seu interior – e atrai turistas interessados em avistar a fauna e flora exuberantes.

Além dos atrativos naturais, o pólo de Rondônia apresenta atrativos culturais e históricos, entre os quais se destaca a o Real Forte Príncipe da Beira e a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, construída no final do século 19, suas ruínas estão distribuídas entre os municípios de Guajará-Mirim e Porto Velho, num trecho em que os rios Mamoré e Madeira são encachoeirados, impedindo a navegação. Estações, armazéns, maquinário e cerca de 60 locomotivas a vapor, incluindo uma das mais antigas da América do Sul, datada de 1879, são testemunhos do ciclo da borracha na região.

 

Como chegar

Portão de entrada do pólo, Porto Velho conta com um aeroporto internacional, que recebe jatos comerciais. A duração do vôo entre Brasília e a capital de Rondônia é de aproximadamente três horas. A capital é o ponto de saída para Costa Marques e para o Lago do Cuniã, que está a duas horas de barco pelo rio Madeira. Vilhena, cidade localizada no sul do estado, está ligada ao resto do país pela BR-364 e é dá acesso por terra aos municípios de Pimenteiras e Cabixi, próximos ao Pantanal do Guaporé.

 

Índios de Rondônia vão vender carbono com selo verde

Uma tribo amazônica que até a década passada entregava suas terras à exploração ilegal de madeira será a primeira nação indígena do mundo a faturar com uma nova commodity: o carbono da floresta mantida em pé.

Os paiter-suruís, de Rondônia, receberam na semana passada duas certificações internacionais que lhes permitirão fechar contratos para gerar créditos de carbono pelo desmatamento que evitarem em seu território.

O projeto explora o chamado Redd (Redução de Emissões por Desmatamento), mecanismo que visa compensar financeiramente a manutenção de florestas tropicais, mitigando o gás carbônico que causa o aquecimento global.

O líder da tribo, Almir Narayamoga Suruí, estima que o negócio possa gerar de R$ 2 milhões a R$ 4 milhões por ano até 2038. O dinheiro será aplicado em uma espécie de "fundo soberano" para alavancar atividades econômicas sustentáveis, como o turismo e a produção agrícola nas terras já desmatadas.

O Projeto de Carbono Florestal Suruí, fruto de quatro anos de negociação, é o primeiro esquema indígena de Redd a receber os selos VCS (Verified Carbon Standard) e CCB (Climate, Community and Biodiversity).

Segundo Mariano Cenamo, do Idesan, ONG de Manaus que elaborou o projeto, o VCS dá a garantia aos investidores de que a tribo segue uma metodologia criteriosa para avaliar a redução das emissões. O CCB atesta que o projeto não afeta a biodiversidade ou os direitos dos índios.

O mercado mundial de Redd ainda é voluntário; sua regulamentação deve ocorrer em 2020. Apesar disso, só em 2010, ele cresceu 35% e hoje é estimado em US$ 250 milhões por ano no mundo.

Segundo Michael Jenkins, diretor da ONG americana Forest Trends, os potenciais clientes dos suruís incluem empresas em busca de "créditos carismáticos" para neutralizar emissões de seu processo produtivo. Quinze países estão regulamentando mercados de carbono, e o Redd deve fazer parte deles.

 

Fontes: Ministério do Meio Ambiente www.rondonia.ro.gov.br www.turismonativo.org.br



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