Ambiente Gestão

CIDS - Centro Internacional de Desenvolvimento Sustentável

Vinculado à Escola Brasileira de Administração Pública (EBAP), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o CIDS divulga a noção de sustentabilidade integrando-a ao processo de desenvolvimento e à gestão das políticas públicas, à cultura empresarial e às práticas sociais da democracia participativa.

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O Centro Internacional de Desenvolvimento Sustentável - CIDS - é uma instituição voltada ao estudo, à reflexão, à promoção e à disseminação do conceito de desenvolvimento sustentável.

Vinculado à Escola Brasileira de Administração Pública (EBAP), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o CIDS divulga a noção de sustentabilidade integrando-a ao processo de desenvolvimento e à gestão das políticas públicas, à cultura empresarial e às práticas sociais da democracia participativa, segundo princípios estabelecidos na Agenda 21 - principal documento da Conferência Mundial para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio 92.

O CIDS deseja contribuir para que o Brasil exerça plenamente sua liderança como país em desenvolvimento e megapotência ambiental do Planeta, através de uma rede de Desenvolvimento Sustentável que busque promover e divulgar a ecoeficiência e a melhoria da qualidade de vida, como também as boas práticas de gestão e de implementação da Agenda 21 para a construção de uma nova ordem global, justa e solidária.

 

Origens

A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento recomendou a criação de um Centro Internacional que seria simbolicamente o herdeiro do "Espírito do Rio" e ficaria encarregado de acompanhar a implementação das decisões tomadas na Rio 92. A Fundação Getulio Vargas foi escolhida como instituição adequada para desenvolver este projeto.

Em 1992, durante o planejamento estratégico da FGV para a reformulação de seus estatutos, foi sugerido pelo então Presidente da FGV, Jorge Oscar de Mello Flores que, além do desenvolvimento econômico, o meio ambiente seria área prioritária dentro do seu âmbito de atuação.

Assim, ficou consignado no Inciso I Artigo 2° do estatuto da FGV: "...se dispõe a colaborar na solução de problemas básicos do desenvolvimento econômico e do bem estar social" e "contribuir para a formulação da política nacional de proteção ao meio ambiente compatibilizada com o desenvolvimento global".

Seguindo as novas premissas, organizou-se em 1994 um seminário internacional ao qual participaram expressivas lideranças de diferentes setores sociais para definir a estrutura, a agenda de trabalho e as prioridades do órgão a ser criado. Em 1997, durante as comemorações da chamada RIO+5, por ocasião da reunião da Assembléia Geral das Nações promovida pela Comissão de Desenvolvimento Sustentável - CDS, o Presidente Fernando Henrique Cardoso sugere que seja instituído no Brasil um fórum de discussão bi-anual à luz dos avanços conceituais e dos grandes acordos firmados na Rio 92 e contidos na Agenda 21.

É criado o Centro Internacional de Desenvolvimento Sustentável sob a sigla CIDS. Começam as atividades do CIDS que ganha um espaço físico e a equipe básica de operações é montada. São produzidos os vídeos fundamentadores do conceito bi-polar local-global da Agenda 21, além de estudos voltados para a questão estratégica dos recursos hídricos.

 

Objetivos Gerais

1 Contribuir para transformar o Brasil em um verdadeiro "laboratório" de Desenvolvimento Sustentável, ajudando a implantar as práticas inovadoras da Agenda 21;

2 Promover fóruns de debate e avaliação estratégica sobre o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável, incorporando os princípios e instrumentos da Agenda 21, nos planos global, nacional, regional e local;

3 Desenvolver, apoiar e divulgar informações, estudos, pesquisas e programas sobre desenvolvimento sustentável e meio ambiente, considerando as perspectivas brasileira e internacional e o diálogo Sul-Sul e Norte-Sul, no sentido de fortalecer uma globalização de mão dupla;

4 Contribuir para fortalecer o pacto federativo, a governabilidade, a governança e a descentralização, através da difusão da informação e da formação de parcerias que estimulem a cidadania e a democracia participativa e a implantação de um novo modelo de desenvolvimento sustentável;

5 Promover "a arte de se associar" e o fortalecimento dos atores relevantes, da sociedade civil e das ações comunitárias, tornando possível a transferência de funções públicas estatais para o domínio público ou privado.

 

Objetivos específicos

1 Apoiar a elaboração e implementação de Agendas 21 nacionais e locais, de acordo com os princípios de sustentabilidade estabelecidos na Conferência Rio 92;

2 Contribuir para a formação e treinamento de recursos humanos de entidades públicas e privadas, ajudando a implantar a Agenda 21 em diferentes instituições, municípios, regiões e sub-regiões do país; 

3 Atuar como elo entre as experiências de desenvolvimento, com ênfase para a articulação entre os segmentos econômico e tecnológico e as dimensões social e ambiental no Brasil e no mundo; 

4 Desenvolver trocas de informações em rede de experiências interativas nacionais e internacionais, incluindo o acompanhamento das mesmas; 

5 Realizar atividades de intercâmbio e cooperação com organismos nacionais, internacionais e representantes de blocos regionais; 

6 Identificar, criar e monitorar indicadores de processos ambientais, sociais e econômicos que sejam estratégicos para o desenvolvimento sustentável; 

7 Divulgar, através dos meios de comunicação social, as ações exemplares de meio ambiente, as iniciativas sociais inovadoras, os novos modelos de gestão, as parcerias pioneiras e as ações integradas, que consolidem e acelerem um novo modelo de desenvolvimento nas diferentes cidades, regiões e sub-regiões do país, abrangendo inclusive o âmbito geográfico do Mercosul; 

8 Informar e mobilizar o cidadão e a sociedade visando a alteração dos padrões de produção e consumo e a ampliação de sua participação em processos decisórios, a fim de gerar um novo modelo de gestão compartilhada e participativa; 

9 Promover a cidadania participativa e os instrumentos necessários à gestão das águas.

 

Compromisso com o novo paradigma civilizatório

O CIDS inscreve-se em um momento de afirmação de um novo paradigma civilizatório, cujas bases estão sendo criadas a partir de uma série de mudanças que vão forjando o futuro. Essas mudanças apontam para a necessidade de serem repensados velhos conceitos, abalados pelo aumento exponencial da produtividade e da inovação tecnológica, pela expansão da população e do PIB mundial e pela degradação do meio ambiente. A revolução nas comunicações provocou, por sua vez, a inclusão das comunidades humanas em uma rede global integrada, partilhando um "destino comum". As conseqüências de tais transformações compõem hoje um conjunto de constatações que exigem uma agenda de mudanças interdependentes:

  • A escassez e ameaça de esgotamento do capital natural disponível, gerando a necessidade de promover padrões sustentáveis de produção e consumo.
  • O ritmo acelerado da inovação e concentração do conhecimento e das tecnologias em poucos países, exigindo a democratização e o acesso à informação.
  • A importância estratégica da qualificação dos recursos humanos e necessidade de educação e capacitação permanentes.
  • O colapso das redes de sociabilidade tradicionais apontando para a necessidade urgente de reinventar a "arte de se associar".
  • Os modelos de organização baseados na especialização e na rigidez hierárquica sendo substituídos por modelos de gestão flexível, baseados na gestão integrada e horizontal.
  • A disseminação dos direitos humanos e dos valores democráticos promovendo a defesa de uma sociedade mais igualitária e inclusiva.
  • O declínio, crise do Estado e do setor público tradicional, aliado ao revigoramento do setor privado e do Terceiro Setor, redefinindo o papel do estado e novas responsabilidades sociais para o setor empresarial e a sociedade civil organizada.

Do ponto de vista estratégico e organizacional, a questão ambiental é o catalizador de todas estas mudanças, por exigir inequivocadamente modelos de gestão integrada das políticas públicas, por estar na crista das inovações tecnológicas, por exigir a integração interdisciplinar do conhecimento, sem esquecer a dimensão transnacional dos ecossistemas e as ações sociais em parceria, aproximando o setor público da sociedade civil nos compromissos pela manutenção da vida.

 

Principais áreas de atuação: 

Formação de lideranças

  • Treinamento e capacitação
  • Cursos e seminários
  • Eventos e conferências
  • Formulação do Centro de Altos Estudos da Água
  • Riscos e emergências ambientais
  • Implementação de Agendas 21 locais
  • Gestão empresarial

Monitor sul

  • Indicadores de sustentabilidade
  • Índice de desenvolvimento sustentável de bacias e baías
  • Estudos e pesquisas
  • Relatórios técnicos
  •  Documentação e memória

Banco de projetos

  • Agenda 21 local
  • Agenda 21 do Tocantins
  • Gestão de bacias hidrográficas
  • As melhores práticas
  • Assentamentos sustentáveis
  •  Riscos ambientais

Observatório CIDS

  • Vídeos sobre a Agenda 21
  • Meio Ambiente Online
  • Revista eletrônica
  • Cartilhas

 

Centro Internacional de Desenvolvimento Sustentável

Praia do Botafogo, 210, 6 ° andar. CEP: 22.250-040 Rio de Janeiro-RJ - Brasil

Tel: (21) 2553-8805

Fax: (21) 2559-6042

 

Fonte: www.ebape.fgv.br/cids



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