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Perigo Aviário

O CPAA (Centro de Pesquisa de Avifauna em Aeroportos) foi criado em 2002 em parceria com o Lima (Laboratório Interdisciplinar de Meio Ambiente -LIMA/COPPE/UFRJ), Superintendência do Meio Ambiente e Energia da INFRAERO, para avaliar o risco de colisão entre aeronaves e aves nos diferentes sítios aeroportuários do Brasil.

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O CPAA (Centro de Pesquisa de Avifauna em Aeroportos) foi criado em 2002 em parceria com o Lima (Laboratório Interdisciplinar de Meio Ambiente -LIMA/COPPE/UFRJ), Superintendência do Meio Ambiente e Energia da INFRAERO, para avaliar o risco de colisão entre aeronaves e aves nos diferentes sítios aeroportuários do Brasil. Atualmente o projeto “Ave como fator de risco para a aviação nas proximidades de aeroportos do Brasil, desenvolvimento de uma metodologia para avaliação e busca de soluções”, encontra-se na sua 4ª fase de pesquisa, composto pela seguinte equipe de pesquisadores: Giovannini Luigi, Fernando Moura e Mônica Magnani e tendo como objetivo minimizar as chances de ocorrência de incidentes e acidentes aéreos que resultem da colisão entre aves e aeronaves civis e militares, no solo ou no ar, identificando os fatores atrativos para as aves, avaliando, tratando, gerenciando e propondo soluções de casos, e o estudo de ações necessárias a serem feitas no meio ambiente natural e antrópico para desestimular a presença de aves nos aeroportos e entorno. Dentre os principais empecilhos encontrados, listamos a questão do lixo urbano a céu aberto, que atrai aves que ingerem alento em processo de decomposição; da disponibilidade abundante de comida e da presença de área alagadas, que servem como fonte de alimento, para saciar a sede ou se refrescar.

O número de incidentes e acidentes resultantes da colisão entre aves e aeronaves em todo o mundo cresce a cada ano, devido ao aumento do número de vôos, do tráfego de passageiros e da velocidade das aeronaves. No Brasil, depois do CENIPA (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) disponibilizar um banco de dados atualizado com base em relatos de colisões ocorridas em todo o Brasil, o tema ganha sua devida importância. Porém, apenas no ano de 2004, as empresas aéreas brasileiras contabilizaram 2,5 milhões de dólares em prejuízos provenientes de colisões.

O CPAA encontra-se comprometido com uma abasta revisão bibliográfica sobre o mesmo e com a elaboração do Manual de Perigo Aviário para Aeroportos da Rede Infraero, baseados na quantificação e discriminação das espécies; mapeamento dos diversos ambientes relacionados à ocorrência de cada uma das espécies relatadas; classificação das espécies quanto ao risco potencial à aviação; levantamento das ocorrências pretéritas e atuais de colisão; acompanhamento de fatores que funcionam como atrativo; elaboração de relatórios semanais e elaboração de novas alternativas de manejo (desinsetização de gramados); disseminando informações e resultados das pesquisas em seminários de perigo aviário, revistas, jornais, bem como estabelecendo parcerias com universidades em rede nacional. Os trabalhos de pesquisa em campo vem ocorrendo em diversos aeroportos do Brasil, em cidades como: Rio de Janeiro, Porto Alegre, Manaus, Maceió, Belo Horizonte, etc.

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No Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, foram identificado um número de aproximadamente 72 espécies de aves presentes, entre as que se alimentam, nidificam ou apenas cruzam o espaço aéreo, principalmente: Casmerodius albus (Garça-grande-branca), Caracara plancus (Caracara), Vanellus chilensis (Quero-quero) e Coragyps atratus (Urubu-comum).


Os estudos do CPAA e suas parcerias são de fundamental importância, já que, uma ave de aproximadamente um quilo e meio ao se chocar com uma aeronave a 600km/h gera um impacto de cerca de cinco toneladas. Sendo assim, os incidentes ou acidentes resultantes de colisão de aeronaves com aves representam um perigo real para a aviação.

Giovannini Luigi, Mônica Magnani e Fernando Moura Pesquisadores do CPAA CENIPA



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