Ambiente Água

O Projeto BioPesca

O Projeto tem como objetivos principais a pesquisa das atividades pesqueiras e a interação desta com golfinhos e tartarugas marinhas. Atualmente conta com o trabalho de uma equipe multidisciplinar (biólogos, veterinários, oceanógrafos e pedagogo).

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O Projeto BioPesca nasceu a partir do trabalho da bióloga Carolina Pacheco Bertozzi e do oceanógrafo Alexandre Zerbini, que em agosto de 1998 iniciaram um estudo sobre as atividades da pesca artesanal e sobre as capturas acidentais de golfinhos e tartarugas marinhas nas redes utilizadas pela frota artesanal da Praia Grande, SP.

Dada a importância e a ausência de estudos sobre a pesca artesanal e a interação desta com golfinhos e tartarugas marinhas no litoral do estado de São Paulo, o trabalho junto aos pescadores artesanais da Praia Grande, cresceu e ganhou novos pesquisadores, levando em abril de 2002 a fundação da ONG Projeto BioPesca.

O Projeto tem como objetivos principais a pesquisa das atividades pesqueiras e a interação desta com golfinhos e tartarugas marinhas. Atualmente conta com o trabalho de uma equipe multidisciplinar (biólogos, veterinários, oceanógrafos e pedagogo).

O Projeto que teve inicio apenas com uma comunidade de pesca foi ampliado, sendohoje monitoradas comunidades pesqueiras nos municípios de Ubatuba, Guarujá, Santos, Praia Grande, Mongaguá e Itanhaém, somando cerca de 47 embarcações de pesca monitoradas.

 

O trabalho do Projeto BioPesca

O trabalho do Projeto Biopesca consiste em realizar um monitoramento sistemático junto as comunidades pesqueiras. Estas são visitadas de uma a duas vezes por semana a fim de se coletar dados sobre as atividades de pesca e sobre a captura acidental de golfinhos e tartarugas marinhas.

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O convívio dos pesquisadores do Projeto BioPesca, junto as comunidades pesqueiras possibilitou uma grande interação entre pesquisadores e pescadores, criando um importante laço de confiança. Os animais que se prendem nas redes de pesca e estejam vivos são imediatamente liberados para o mar, pelos pescadores ou pelos pesquisadores, os animais que morrem são trazidos para terra para que se possam realizar a tomada de dados morfométricos e a coleta de material biológico para diversos outros estudos que ajudaram no aumento do conhecimento sobre as espécies acidentalmente capturadas. As linhas de pesquisa desenvolvidas pelo Projeto BioPesca e/ou por pesquisadores colaboradores são: enfermidades, patologias; reprodução, crescimento, alimentação, idade; anatomia; contaminantes; estudos moleculares e taxonomia.

Cabe ressaltar que os pescadores nada ganham ao nos informar e trazer os animais para terra e, portanto a participação destes no trabalho de pesquisa é tão somente uma forma de mostrar que os pescadores também estão procurando uma solução para diminuir ou até mesmo acabar com morte de golfinhos e tartarugas em nas suas redes.

Somente através de um monitoramento sistemático e a longo prazo poderemos propor de maneira segura e eficiente soluções para a diminuição das capturas acidentais.

 

Resultados do Projeto BioPesca

 

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Desde a sua implantação, em agosto de 1998 o Projeto BioPesca registrou a captura acidental de quatro espécies de golfinhos; golfinho-de-dente-rugoso (Steno bredanensis), boto-cinza (Sotalia fluviatilis), gofinho-comum (Delphinus capensis), toninha (Pontoporia blainvillei) e 4 espécies de tartarugas marinhas (tartaruga-verde Chelonia mydas; tartaruga-cabeçuda Caretta caretta; tartaruga-de-escama Erectomochelys imbricata e tartaruga-de-couro Dermochelys coriacea). Tanto a toninha como as 4 espécies de tartarugas marinhas acidentalmente capturadas pela frota estão listadas como “vulneráveis” ou “em perigo de extinção” por organizações nacionais e internacionais como o IBAMA, US National Marine Fisheries Service (NMFS) e a World Conservation Union (IUCN). A toninha é considerada atualmente a espécie de golfinho mais ameaçada de extinção ao longo de toda a costa ocidental do Oceano Atlântico e é a única espécie de golfinho considerada ameaçada de extinção no Brasil.

Somente através de trabalhos cooperativos entre pesquisadores e pescadores, trabalhos educacionais e através de monitoramentos constantes e a longo prazo poderemos avaliar e propor medidas corretas para a diminuição das capturas acidentais na pesca artesanal, preservando assim a pesca artesanal e estas espécies tão ameaçadas pela ação humana.

 

Divulgação e trabalho educacional

Trabalhos educacionais e de divulgação do projeto são de extrema importância para a conscientização da população para a preservação do ambiente marinho e de suas espécies. Estes trabalhos devem ser conduzidos de forma a abranger um maior número de pessoas, no caso do Projeto BioPesca desde os pescadores até a população em geral:

1.Continuo – destinado à comunidade pesqueira. O trabalho contínuo desenvolvido com a comunidade pesqueira é uma forma de encorajar os pescadores a interagirem com os pesquisadores, mostrando a eles a importância das informações passadas por eles para a conservação e preservação destas espécies. O contato dos pesquisadores com as comunidades pesqueiras permite, a eles observar e participar efetivamente do trabalho de pesquisa. Reportagens de jornais, revistas e resultados do projeto são constantemente apresentados aos pescadores, facilitando o acesso a informações de interesse destes.

2.Exposição – destinada ao publico em geral. Este tipo de trabalho de educação ambiental permite levar ao publico em geral informações e alertas sobre os impactos negativos que o ambiente marinho vem sofrendo, criando nestas pessoas uma sensibilidade e valores sobre a importância da preservação do meio natural. Com o intuito de alcançar um maior número de pessoas as exposições são realizadas em locais de grande circulação de pessoas. As exposições contam com fotos, material biológico (esqueletos e animais taxidermizados) e painéis educativos.

 

Equipe

  • Biólogos: Msc Carolina P. Bertozzi; Janaina Ribeiro; Juliana Viotto; Mariana Batha Alonso; Fernanda Marcatto.
  • Veterinários: Msc Valéria Ruoppolo; Msc Juliana Marigo; Msc Claudia C. Nascimento.
  • Oceanógrafo: Msc Alexandre N. Zerbini.
  • Pedagoga: Lélia C. Nascimento.
  • Estagiários: Raquel Gonçalves (biologia); Mirthou Della Giustiano (oceanografia); Eulles Feijó (biologia).

 

Contato: carolinabertozzi@hotmail.com Fones: 13 3473-5414/ 13 9706-7831


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