Peixe-boi-marinho (Trichechus manatus)

 

Classe: Mammalia

Ordem: Sirenia

Família: Trichechidae

Nome científico: Trichechus manatus

Nome vulgar: Peixe-boi-marinho

Categoria: Ameaçada

Características: Mamífero aquático de grande porte semelhante ao peixe-boi da Amazônia, Trichechus inunguis, porém de maior tamanho. De movimentos lentos e letárgicos, são normalmente vistos sozinhos ou em grupos de até seis indivíduos. Corpos robustos e pesados e cauda achatada, larga e disposta de forma horizontal. Cabeça pequena, sem pescoço definido, o corpo exibe numerosas dobras e rugas. Focinho largo, lábios bastante flexíveis com pêlos na parte superior. Dois orifícios respiratórios na parte da frente do focinho. Possui pêlos finos distribuídos por toda a superfície do corpo. Cada nadadeira peitoral possui 3 a 4 unhas nas pontas. A pele é geralmente cinza ou marrom, com manchas esverdeadas devido à presença de algas. Dentadura reduzida e molares, que se regeneram constantemente. Alimenta-se de plantas aquáticas, algas e partes da vegetação de mangues. Possui baixa taxa reprodutiva: a fêmea tem geralmente um filhote a cada três anos, sendo um ano de gestação e dois anos de amamentação. Nasce apenas um filhote após doze meses de gestação.

Tempo de vida: cerca de 50 anos

Peso: 1590 kg

Comprimento: Até 4,5 m

Cientista que descreveu: Linnaeus, 1758

Ocorrência Geográfica: Espécie de hábitos costeiros e estuarinos de regiões tropicais e subtropicais do sudeste dos Estados Unidos, Golfo do México, Mar do Caribe e costa do Atlântico (Nordeste do Brasil). A área de ocorrência histórica se estende desde o litoral do Espírito Santo até o Amapá. Atualmente, a área de ocorrência abrange os Estados de Alagoas até o Amapá, com áreas de descontinuidades em Pernambuco, Ceará, Maranhão e Pará. Possui uma área de ocorrência comum com o peixe-boi amazônico, Trichechus inunguis. Busca águas tranquilas próximas a manguezais para o acasalamento e o parto.

Categoria/Critério: Classificado pelo IUCN na categoria Vulnerável, porém o IBAMA considera a população ocorrente no Brasil como “Em Perigo Crítico”.

Observações adicionais: As populações de T. manatus em toda sua área de ocorrência encontram-se fortemente reduzidas pela pressão da caça ocorrida nos últimos séculos. São afetados ainda pela destruição do habitat, pelo emalhamento em redes de pesca e por embarcações.