Besourão-de-rabo-branco (Phaethornis superciliosus margarettae)

Classe: Aves

Ordem: Apodiformes

Família: Trochilidae

Nome científico: Phaethornis superciliosus margarettae

Nome vulgar: Besourão-de-rabo-branco

Categoria: Ameaçada

Características: É uma espécie “grande”, com retrizes (penas da cauda) centrais longas e pontas brancas. Padrões faciais marcantes, vermelho ou laranja no bico. Lado ventral cinza e listras claras da cabeça ocre-pálido.

Medidas: Comprimento: 165 a 170 mm – Asa: 63 – Bico: 37-39 – Cauda: 65.

Habitat: Floresta virgem do Platô Terciário.

Vibrações da asa: 25 batidas por segundo.

Dimorfismo sexual quase indiferenciado.

Migração: É uma espécie sedentária.

Nidificação: Constroem seus ninhos na parte ventral da extremidade da folha encurvada da palmeira de maneira tal que fica completamente abrigado das chuvas. Usa musgos e sementes com filamentos sedosos, de diversas plantas. Como o ninho é do segundo tipo da classificação de A. Ruschi, possui um apêndice terminal em forma de cauda, que lhe dá estabilidade ao ser impulsionado pelo vento. Incubação e cuidados com a Prole: Como acontece com todos os representantes dessa família, só a fêmea cuida da confecção do ninho e da incubação dos dois ovos, que nessa espécie é de 15 dias. Só ela cuida dá prole: os jovens deixam o ninho com 20 dias de vida.

Banho: O banho é tomado em água límpida, no córrego, em local da mata freqüentado pela manhã até 08:00 e pela tarde até 17:00, todos os dias no mesmo local. Antes de mergulhar na água, sobrevoa o local espelhando-se e explorando o melhor ponto para lançar-se e subitamente emergir, voltando para o mesmo mergulho e em seguida ir pousar num ramo próximo ao local para logo em seguida sacudir as asas e a cauda. Repetem esse processo várias vezes, voltando para o mesmo local do pouso anterior, onde vão então fazer a completa higiene de toda a plumagem, sacudindo as asas e a cauda, passando o bico e completando o embricamento perfeito das penas com ele. Para o canto, escolhe um ramo de 2 a 3 metros do solo, em local abrigado da mata, onde o sol filtrado o atinge e intercala-o com uma parada para o espreguiçar a alçar vôo para tomar alimento.

O descanso é feito no mesmo local do canto, onde toma seu banho de sol, eriçando a plumagem do pescoço e corpo, retorcendo-se e alçando a cabeça, ao mesmo tempo em que coloca seu corpo para o lado oposto e entreabre a cauda em leque. Permanece por mais de cinco minutos nessa posição, embora a mude para um e outro lado e às vezes perpassa os pés pelo bico como se estivesse a tirar os malófagos (ectoparisitos) que o importunam e caminham pela base do seu bico. Para dormir, buscam um ramo abrigado sob uma folha e bem rente à mesma, a uma altura variável de 3 a 5 metros, mudando-o a cada dia, mas nas imediações do dia anterior.

Corte: A parada nupcial é acompanhada de canto, sendo o chilreado seguido de piados baixos na fase de perseguição da fêmea e mais forte ao iniciar o vôo para acompanhá-la quando ela se esquiva, fugindo em revolteio pela densa vegetação da floresta. Na fase de exibição da plumagem, o macho contorna em vôo a fêmea, que permanece em pouso em um ramo a uma altura de 1 metro e meio do solo e ele, em vôo com a cauda aberta ao máximo (em leque), eriça as plumas esbranquiçadas do centro da garganta e repete, em canto, algumas sílabas, em chilreado contínuo. A belicosidade dessa espécie, se torna pronunciada só com outros indivíduos da mesma espécie, pois foge das demais espécies de beija-flores. Somente a fêmea afugenta e arrebata todos os pássaros que se aproximam do ninho, mesmo espécies diversas de outras famílias.

Voz: “tsib, tsib, tsib”, de contínua repetição.

Alimentação: Néctar.

Peso: 6,1 – 6,3 g.

Comprimento: 15,5 cm.

Ocorrência Geográfica: É uma espécie endêmica do Brasil. É encontrada na Amazônia florestal, perto de Conceição da Barra, Espírito Santo e Sul da Bahia.

Cientista que descreveu: Ruschi, 1972

Categoria/Critério: Listada no Anexo III da CITES.

Fonte: MMA/SINIMA