{"id":2561,"date":"2009-04-06T16:39:55","date_gmt":"2009-04-06T16:39:55","guid":{"rendered":""},"modified":"2021-07-10T20:01:49","modified_gmt":"2021-07-10T23:01:49","slug":"camu-camu_myrciaria_dubia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/localhost\/agropecuario\/artigo_agropecuario\/camu-camu_myrciaria_dubia.html","title":{"rendered":"Camu-camu, Myrciaria dubia"},"content":{"rendered":"\n
O camu-camu, Myrciaria dubia (H.B.K.) Mc Vough, \u00e9 um arbusto pertencente \u00e0 fam\u00edlia Myrtaceae, nativa das v\u00e1rzeas da Amaz\u00f4nia. Sua \u00e1rea de distribui\u00e7\u00e3o estende-se at\u00e9 a regi\u00e3o central do Estado do Par\u00e1, nos rios Tocantins e Trombetas; no Estado do Amazonas, em Manaus, Manacapuru e nos rios Javari, Madeira e Negro; no Estado de Rond\u00f4nia, em Ariquemes e Ji-Paran\u00e1, nos rios Ma\u00e7angana e Urup\u00ea, respectivamente; em Roraima, nas margens de lagos naturais junto ao rio Cauam\u00e9, e no Maranh\u00e3o, na regi\u00e3o pr\u00e9-amaz\u00f4nica tocantina. As maiores ocorr\u00eancias de camu-camu encontram-se na Amaz\u00f4nia peruana.<\/p>\n\n\n\n A denomina\u00e7\u00e3o camu-camu \u00e9 usada no Peru. Em Manaus, Amaz\u00f4nia Ocidental e Amaz\u00f4nia Central, tamb\u00e9m \u00e9 conhecido por ca\u00e7ari; em Rond\u00f4nia recebe o nome de ara\u00e7\u00e1-d\u2019\u00e1gua, e no Maranh\u00e3o de crista-de-galo.<\/p>\n\n\n\n A \u00e1rvore frut\u00edfica entre os meses de novembro a mar\u00e7o. Na terra firme, onde o camu-camu tem demonstrado boa adapta\u00e7\u00e3o, a flora\u00e7\u00e3o ocorre durante praticamente o ano inteiro, sendo que os menores \u00edndices de produ\u00e7\u00e3o ocorrem entre os meses de abril a julho.<\/p>\n\n\n\n Os frutos s\u00e3o globosos, com 10 a 32mm de di\u00e2metro, de colora\u00e7\u00e3o vermelho-escura passando ao roxo-escuro ao final da matura\u00e7\u00e3o, possuindo uma polpa \u00e1cida com 2 a 3 sementes por fruto.<\/p>\n\n\n\n Desde 1980 o INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia) vem estudando o camu-camu nos aspectos agron\u00f4mico, biol\u00f3gico e tecnol\u00f3gico dos frutos. Estes estudos j\u00e1 apresentam resultados concretos para orientar a agroind\u00fastria.<\/p>\n\n\n\n O camu-camu \u00e9 uma esp\u00e9cie com um potencial econ\u00f4mico capaz de coloc\u00e1-lo ao n\u00edvel de outras frut\u00edferas regionais de tradi\u00e7\u00e3o. A polpa do fruto \u00e9 utilizada em forma de sucos, sorvetes, vinhos, licores, gel\u00e9ias, doces, coquet\u00e9is e para conferir sabor a tortas e sobremesas. Os Estados Unidos j\u00e1 importaram camu-camu da Am\u00e9rica do Sul para produzir tabletes com nome comercial de “camu-plus”, vitamina C natural.<\/p>\n\n\n\n A grande import\u00e2ncia do camu-camu como alimento deve-se ao seu elevado teor de vitamina C (\u00e1cido asc\u00f3rbico \u2013 2.880 mg\/ 100 g de polpa), bastante superior \u00e0 maioria das plantas cultivadas: a quantidade de \u00e1cido asc\u00f3rbico do camu-camu \u00e9 1,5 vez maior que a da acerola (1.790 mg\/100 g); 13 vezes maior que a do caju (219,7 mg\/100 g) e 65 vezes maior que a do lim\u00e3o (44,2 mg\/100g). Apesar do camu-camu ser fruto de alto valor nutritivo, o mesmo \u00e9 praticamente ignorado pelos cablocos da regi\u00e3o, os quais quando muito, o utilizam como tira-gosto ou isca para peixe, sendo este o principal dispersor das sementes. <\/p>\n\n\n\n Reda\u00e7\u00e3o Ambiente Brasil<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" Os frutos s\u00e3o globosos, com 10 a 32mm de di\u00e2metro, de colora\u00e7\u00e3o vermelho-escura passando ao roxo-escuro ao final da matura\u00e7\u00e3o, possuindo uma polpa \u00e1cida com 2 a 3 sementes por fruto. <\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1551],"tags":[1225,699],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2561"}],"collection":[{"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2561"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2561\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4246,"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2561\/revisions\/4246"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2561"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2561"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2561"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}<\/figure>\n\n\n\n