{"id":1962,"date":"2023-03-08T20:33:00","date_gmt":"2023-03-08T23:33:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2023-03-08T20:33:14","modified_gmt":"2023-03-08T23:33:14","slug":"producao_de_mudas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/localhost\/florestal\/viveiros\/producao_de_mudas.html","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o de Mudas"},"content":{"rendered":"\n
A produ\u00e7\u00e3o de mudas se trata de ferramenta essencial para a conserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente e recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas, al\u00e9m do uso em projetos de paisagismo.<\/p>\n\n\n\n A produ\u00e7\u00e3o de mudas, especialmente as nativas, \u00e9 um dos principais insumos nos projetos de reflorestamento e recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas, sendo um importante meio para promover a preserva\u00e7\u00e3o das florestas.<\/p>\n\n\n\n A produ\u00e7\u00e3o de mudas depende de alguns fatores e formas de plantio, visando o desenvolvimento da esp\u00e9cie que est\u00e1 sendo trabalhada e o objetivo pensado.<\/p>\n\n\n\n S\u00e3o v\u00e1rios os tipos de canteiros utilizados para a produ\u00e7\u00e3o de mudas florestais, como por exemplo:<\/p>\n\n\n\n \u00c9 o local onde as sementes s\u00e3o postas para germinarem e posteriormente serem transplantadas para as embalagens (repicagem). Podem apresentar-se em duas formas: <\/p>\n\n\n\n A instala\u00e7\u00e3o de canteiros e sementeiras \u00e9 acompanhada da necessidade da instala\u00e7\u00e3o de um abrigo para a prote\u00e7\u00e3o das mudas rec\u00e9m repicadas ou pl\u00e2ntulas. Deve-se deixar um intervalo entre os canteiros ou sementeiras que permita o desenvolvimento das atividades de produ\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n Ap\u00f3s o peneiramento, mistura (adubo, mat\u00e9ria org\u00e2nica, etc.) e expurgo (brometo de metila), o substrato est\u00e1 pronto para o enchimento dos recipientes.<\/p>\n\n\n\n 1. Fun\u00e7\u00f5es vitais dos recipientes:<\/p>\n\n\n\n 2. Classifica\u00e7\u00e3o dos recipientes<\/p>\n\n\n\n 3. Vantagens do uso dos recipientes<\/p>\n\n\n\n 4. Desvantagens do uso de recipientes<\/p>\n\n\n\n 5. Caracter\u00edsticas f\u00edsicas do recipiente<\/p>\n\n\n\n 6. Tipos de recipientes mais usados no Brasil<\/p>\n\n\n\n No passado, o torr\u00e3o paulista (mistura de solo argiloso, solo arenoso e esterco curtido) foi muito utilizado para esp\u00e9cies de Eucalyptus spp<\/em>.<\/p>\n\n\n\n Atualmente, s\u00e3o utilizados alguns recipientes de baixo custo, como taquara e outros, como as l\u00e2minas de madeira e, em certos viveiros, recipientes de papel\u00e3o. \u201cFertil pot\u201d \u00e9 um tipo de recipiente em forma c\u00f4nica, com dimens\u00f5es vari\u00e1veis para cada esp\u00e9cie. S\u00e3o fabricados na ind\u00fastria \u00e0 base de pasta de madeira e turfa hort\u00edcola, formando uma mistura levemente fertilizada.<\/p>\n\n\n\n PXCL s\u00e3o recipientes de formato hexagonal, produzidos com fibras vegetais, contendo adubo e fertilizante qu\u00edmico.<\/p>\n\n\n\n Substrato \u00e9 o meio em que as ra\u00edzes se desenvolvem formando um suporte estrutural, fornecendo \u00e1gua, oxig\u00eanio e nutrientes para que a parte a\u00e9rea das mudas se desenvolva.<\/p>\n\n\n\n 1. Tipos de substratos usados no Pa\u00eds<\/p>\n\n\n\n Exemplos de substratos:<\/p>\n\n\n\n Importante ressaltar que deve-se proceder uma an\u00e1lise do solo que vai ser utilizado como substrato, para ser constatada a necessidade de aduba\u00e7\u00e3o e corre\u00e7\u00e3o, obtendo-se, assim, resultados satisfat\u00f3rios no viveiro. Considera-se que toda a aduba\u00e7\u00e3o e corre\u00e7\u00e3o excessiva, al\u00e9m de anti-econ\u00f4mica, torna-se prejudicial devido ao tempo para o efeito. Quanto \u00e0 aduba\u00e7\u00e3o, pode-se considerar que seja efetuada posteriormente, em \u00e9poca oportuna, inclusive com o adicionamento de mat\u00e9ria org\u00e2nica.<\/p>\n\n\n\n Atualmente, podem ser encontrados no com\u00e9rcio v\u00e1rios tipos de substratos j\u00e1 preparados e prontos para o uso, facilitando a produ\u00e7\u00e3o de mudas de esp\u00e9cies florestais.<\/p>\n\n\n\n Entende-se como micorriza<\/a> a associa\u00e7\u00e3o de simbiose entre certos fungos e ra\u00edzes finas, n\u00e3o lenhosas, de plantas superiores, com ocorr\u00eancia de benef\u00edcios m\u00fatuos. Como consequ\u00eancia, ocorrem maiores \u00edndices de sobreviv\u00eancia ap\u00f3s o plantio e o desenvolvimento das mudas, especialmente em s\u00edtios em que fatores ed\u00e1ficos e clim\u00e1ticos s\u00e3o adversos.<\/p>\n\n\n\n Principalmente no caso de con\u00edferas, h\u00e1 necessidade de presen\u00e7a de micorrizas, na maioria fungos espec\u00edficos para uma ou mais esp\u00e9cies. Em viveiros novos, h\u00e1 necessidade de se proceder a inocula\u00e7\u00e3o no solo previamente, cuidando para n\u00e3o serem introduzidas bact\u00e9rias, insetos, outros fungos, etc. A inocula\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser realizada utilizando-se solo de locais (reflorestamentos ou florestas naturais) onde ocorra a esp\u00e9cie a ser produzida.<\/p>\n\n\n\n Conforme as caracter\u00edsticas morfol\u00f3gicas e anat\u00f4micas, as ra\u00edzes micorr\u00edzicas dividem-se em dois grupos:<\/p>\n\n\n\n Vantagens do uso das Micorrizas<\/p>\n\n\n\n 1. Quebra de dorm\u00eancia de Sementes:<\/p>\n\n\n\n Este m\u00e9todo consiste em restituir \u00e0s sementes a umidade que elas perderam durante o procedimento de sua retirada de frutos, cones ou secagem com fins de adequa\u00e7\u00e3o do teor de umidade para o armazenamento em c\u00e2mara fria.<\/p>\n\n\n\n Para Pinus taeda<\/em>, a quebra de dorm\u00eancia mais utilizada no Pa\u00eds \u00e9 a estratifica\u00e7\u00e3o, mantendo as sementes sempre \u00famidas, \u00e0 temperatura de 2 a 5o, por cerca de 60 dias.<\/p>\n\n\n\n 2. \u00c9poca de Semeadura<\/p>\n\n\n\n O plantio \u00e9 realizado principalmente no per\u00edodo das chuvas, para atingir altos \u00edndices de sobreviv\u00eancia. Outros fatores importantes a serem considerados na \u00e9poca do plantio s\u00e3o a rota\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies no viveiro e a resist\u00eancia das esp\u00e9cies.<\/p>\n\n\n\n 3. Profundidade de Semeadura<\/p>\n\n\n\n A semeadura n\u00e3o deve ser superficial, pois as sementes recebem intenso calor do sol, n\u00e3o absorvendo umidade em quantidade adequada \u00e0 germina\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m n\u00e3o deve ser profunda, pelo fato de que o peso do substrato constitui um fator f\u00edsico inibidor da emerg\u00eancia de pl\u00e2ntulas.<\/p>\n\n\n\n A profundidade ideal dever\u00e1 variar com as dimens\u00f5es e o vigor das sementes. Geralmente a profundidade n\u00e3o dever\u00e1 ultrapassar de duas a tr\u00eas vezes a espessura da semente.<\/p>\n\n\n\n 4. Cobertura de Canteiros<\/p>\n\n\n\n Conceitua-se como cobertura uma camada de material que deve ser leve, at\u00f3xica, higrosc\u00f3pica e que recubra, em espessura adequada, a superf\u00edcie dos canteiros. Visa conservar a umidade necess\u00e1ria, proporcionando emerg\u00eancia mais homog\u00eanea; proteger as sementes de chuvas, fortes regas e oscila\u00e7\u00f5es de temperatura na superf\u00edcie do canteiro ap\u00f3s a semeadura.<\/p>\n\n\n\n A cobertura dos canteiros tamb\u00e9m protege as ra\u00edzes novas e mais finas das pl\u00e2ntulas logo ap\u00f3s a emerg\u00eancia. Os materiais mais utilizados para cobertura de canteiros s\u00e3o: casca de arroz, ac\u00edcula seca picada, vermiculita, sepilho, areia, serragem, etc. Podem ser utilizados, por per\u00edodos curtos e controlados, pl\u00e1sticos e aniagem que aumentam a temperatura na superf\u00edcie dos canteiros, estimulando a germina\u00e7\u00e3o das sementes.<\/p>\n\n\n\n 5. Abrigo de Canteiros<\/p>\n\n\n\n Entende-se por abrigo uma prote\u00e7\u00e3o colocada a uma altura vari\u00e1vel, usualmente at\u00e9 50 cm, sobre a superf\u00edcie de canteiros. A finalidade da prote\u00e7\u00e3o \u00e9 estimular a percentagem de emerg\u00eancia, atuando contra baixas temperaturas, no inverno, e tamb\u00e9m protegendo contra forte insola\u00e7\u00e3o e intemp\u00e9ries com granizo e chuvas fortes no ver\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n Podem ser utilizados ripados de taquara e folhas de palmeira, sendo mais usual a tela de poliolefina (sombrite), que apresenta diferentes percentagens de sombreamento. Para esp\u00e9cies como o palmito (Euterpe edulis), \u00e9 muito utilizado o sombrite de 50%; para o jacarand\u00e1 da Bahia (Dalbergia nigra), \u00e9 recomendado sombreamento entre 30 ou 50%; para a cupi\u00faba (Goupia glabra), \u00e9 recomendado o sombreamento de 30%.<\/p>\n\n\n\n Para as sementeiras ou canteiros em germina\u00e7\u00e3o, as regas devem ser frequentes at\u00e9 as mudas atingirem uma altura aproximada de cinco cent\u00edmetros (folhas formadas), sendo os melhores hor\u00e1rios pela manh\u00e3 ou no per\u00edodo final da tarde. <\/p>\n\n\n\n A irriga\u00e7\u00e3o no in\u00edcio das manh\u00e3s \u00e9 recomend\u00e1vel em \u00e9pocas e em locais frios, para desmanchar o gelo formado por geadas. Regas ao final do dia contribuem para que o substrato permane\u00e7a \u00famido por mais tempo, de modo que o potencial h\u00eddrico das mudas mantenha-se com valores mais altos durante as noites.<\/p>\n\n\n\n \u00c9 recomendado que ap\u00f3s a emerg\u00eancia ter alcan\u00e7ado seu \u00e1pice, o regime de regas deva ser alterado, substituindo-se gradativamente a irriga\u00e7\u00e3o freq\u00fcente e leve por outro regime de maiores intensidades e dura\u00e7\u00e3o de rega. Substratos com teores elevados de areia requerem maior freq\u00fc\u00eancia que os de menores teores.<\/p>\n\n\n\n Deve-se tomar cuidado com o excesso da irriga\u00e7\u00e3o, pois isto poder\u00e1 acarretar as seguintes consequ\u00eancias:<\/p>\n\n\n\n Os trabalhos de irriga\u00e7\u00e3o poder\u00e3o ser feitos com a utiliza\u00e7\u00e3o de mangueiras, regadores ou aspersores, dependendo das condi\u00e7\u00f5es de cada viveiro.<\/p>\n\n\n\n A repicagem \u00e9 o transplante de uma pl\u00e2ntula de um local para outro no mesmo viveiro. Comumente, aproveita-se a oportunidade para refugar as pl\u00e2ntulas que apresentam algum tipo de deforma\u00e7\u00e3o ou baixo vigor. <\/p>\n\n\n\n Esta opera\u00e7\u00e3o \u00e9 executada manualmente no Brasil, de um recipiente onde h\u00e1 duas pl\u00e2ntulas para outro recipiente onde nenhuma semente germinou. N\u00e3o h\u00e1 tradi\u00e7\u00e3o no pa\u00eds, do uso desta opera\u00e7\u00e3o em viveiro de mudas de raiz nua.<\/p>\n\n\n\n A repicagem n\u00e3o deve ser efetuada ao sol e deve seguir os seguintes procedimentos:<\/p>\n\n\n\n As doen\u00e7as em viveiros est\u00e3o associadas principalmente a quatro fatores: \u00e1gua, sombreamento, substrato e material propagativo. Devido \u00e0s suas caracter\u00edsticas, o viveiro re\u00fane condi\u00e7\u00f5es de umidade, sombreamento e proximidade das mudas que favorecem a instala\u00e7\u00e3o, o desenvolvimento e a dissemina\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as f\u00fangicas.<\/p>\n\n\n\n Para o controle de doen\u00e7as, podem ser utilizadas as seguintes medidas:<\/p>\n\n\n\n As pr\u00e1ticas adotadas para o controle de doen\u00e7as s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n Um viveiro florestal deve sempre visar a produ\u00e7\u00e3o de mudas sadias e vigorosas para posterior utiliza\u00e7\u00e3o em plantios. Elas devem apresentar:<\/p>\n\n\n\n Maria Beatriz Ayello Leite A produ\u00e7\u00e3o de mudas se trata de ferramenta essencial para a conserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente, al\u00e9m do uso em projetos de paisagismo. <\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":2,"featured_media":6214,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1490],"tags":[746,1679,1677,1099,1678,679,677,1196],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1962"}],"collection":[{"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1962"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1962\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6248,"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1962\/revisions\/6248"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6214"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1962"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1962"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1962"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}Qual a import\u00e2ncia da produ\u00e7\u00e3o de mudas?<\/h4>\n\n\n\n
Como \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o de mudas?<\/h4>\n\n\n\n
Canteiros<\/h5>\n\n\n\n
Sementeiras<\/h5>\n\n\n\n
Recipientes<\/h5>\n\n\n\n
Substrato<\/h5>\n\n\n\n
Micorrizas<\/h5>\n\n\n\n
Semeadura<\/h5>\n\n\n\n
Irriga\u00e7\u00e3o<\/h5>\n\n\n\n
Repicagem<\/h5>\n\n\n\n
Quais doen\u00e7as podem ocorrer na produ\u00e7\u00e3o de mudas em viveiros?<\/h4>\n\n\n\n
Como saber se as mudas produzidas est\u00e3o saud\u00e1veis?<\/h4>\n\n\n\n
Reda\u00e7\u00e3o Ambientebrasil<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"