{"id":1381,"date":"2009-02-12T15:53:02","date_gmt":"2009-02-12T15:53:02","guid":{"rendered":""},"modified":"2021-07-10T20:31:15","modified_gmt":"2021-07-10T23:31:15","slug":"besourao-de-rabo-branco_phaethornis_superciliosus_margarettae","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/localhost\/fauna\/aves\/besourao-de-rabo-branco_phaethornis_superciliosus_margarettae.html","title":{"rendered":"Besour\u00e3o-de-rabo-branco (Phaethornis superciliosus margarettae)"},"content":{"rendered":"\n

Classe<\/strong>: Aves<\/p>\n\n\n\n

Ordem<\/strong>: Apodiformes<\/p>\n\n\n\n

Fam\u00edlia<\/strong>: Trochilidae<\/p>\n\n\n\n

Nome cient\u00edfico<\/strong>: Phaethornis superciliosus margarettae<\/p>\n\n\n\n

Nome vulgar<\/strong>: Besour\u00e3o-de-rabo-branco<\/p>\n\n\n\n

Categoria<\/strong>: Amea\u00e7ada<\/p>\n\n\n\n

Caracter\u00edsticas<\/strong>: \u00c9 uma esp\u00e9cie “grande”, com retrizes (penas da cauda) centrais longas e pontas brancas. Padr\u00f5es faciais marcantes, vermelho ou laranja no bico. Lado ventral cinza e listras claras da cabe\u00e7a ocre-p\u00e1lido.<\/p>\n\n\n\n

Medidas<\/strong>: Comprimento: 165 a 170 mm – Asa: 63 – Bico: 37-39 – Cauda: 65.<\/p>\n\n\n\n

Habitat<\/strong>: Floresta virgem do Plat\u00f4 Terci\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n

Vibra\u00e7\u00f5es da asa<\/strong>: 25 batidas por segundo.<\/p>\n\n\n\n

Dimorfismo sexual quase indiferenciado.<\/p>\n\n\n\n

Migra\u00e7\u00e3o<\/strong>: \u00c9 uma esp\u00e9cie sedent\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n

Nidifica\u00e7\u00e3o<\/strong>: Constroem seus ninhos na parte ventral da extremidade da folha encurvada da palmeira de maneira tal que fica completamente abrigado das chuvas. Usa musgos e sementes com filamentos sedosos, de diversas plantas. Como o ninho \u00e9 do segundo tipo da classifica\u00e7\u00e3o de A. Ruschi, possui um ap\u00eandice terminal em forma de cauda, que lhe d\u00e1 estabilidade ao ser impulsionado pelo vento. Incuba\u00e7\u00e3o e cuidados com a Prole: Como acontece com todos os representantes dessa fam\u00edlia, s\u00f3 a f\u00eamea cuida da confec\u00e7\u00e3o do ninho e da incuba\u00e7\u00e3o dos dois ovos, que nessa esp\u00e9cie \u00e9 de 15 dias. S\u00f3 ela cuida d\u00e1 prole: os jovens deixam o ninho com 20 dias de vida.<\/p>\n\n\n\n

Banho<\/strong>: O banho \u00e9 tomado em \u00e1gua l\u00edmpida, no c\u00f3rrego, em local da mata freq\u00fcentado pela manh\u00e3 at\u00e9 08:00 e pela tarde at\u00e9 17:00, todos os dias no mesmo local. Antes de mergulhar na \u00e1gua, sobrevoa o local espelhando-se e explorando o melhor ponto para lan\u00e7ar-se e subitamente emergir, voltando para o mesmo mergulho e em seguida ir pousar num ramo pr\u00f3ximo ao local para logo em seguida sacudir as asas e a cauda. Repetem esse processo v\u00e1rias vezes, voltando para o mesmo local do pouso anterior, onde v\u00e3o ent\u00e3o fazer a completa higiene de toda a plumagem, sacudindo as asas e a cauda, passando o bico e completando o embricamento perfeito das penas com ele. Para o canto, escolhe um ramo de 2 a 3 metros do solo, em local abrigado da mata, onde o sol filtrado o atinge e intercala-o com uma parada para o espregui\u00e7ar a al\u00e7ar v\u00f4o para tomar alimento.<\/p>\n\n\n\n

O descanso \u00e9 feito no mesmo local do canto, onde toma seu banho de sol, eri\u00e7ando a plumagem do pesco\u00e7o e corpo, retorcendo-se e al\u00e7ando a cabe\u00e7a, ao mesmo tempo em que coloca seu corpo para o lado oposto e entreabre a cauda em leque. Permanece por mais de cinco minutos nessa posi\u00e7\u00e3o, embora a mude para um e outro lado e \u00e0s vezes perpassa os p\u00e9s pelo bico como se estivesse a tirar os mal\u00f3fagos (ectoparisitos) que o importunam e caminham pela base do seu bico. Para dormir, buscam um ramo abrigado sob uma folha e bem rente \u00e0 mesma, a uma altura vari\u00e1vel de 3 a 5 metros, mudando-o a cada dia, mas nas imedia\u00e7\u00f5es do dia anterior.<\/p>\n\n\n\n

Corte<\/strong>: A parada nupcial \u00e9 acompanhada de canto, sendo o chilreado seguido de piados baixos na fase de persegui\u00e7\u00e3o da f\u00eamea e mais forte ao iniciar o v\u00f4o para acompanh\u00e1-la quando ela se esquiva, fugindo em revolteio pela densa vegeta\u00e7\u00e3o da floresta. Na fase de exibi\u00e7\u00e3o da plumagem, o macho contorna em v\u00f4o a f\u00eamea, que permanece em pouso em um ramo a uma altura de 1 metro e meio do solo e ele, em v\u00f4o com a cauda aberta ao m\u00e1ximo (em leque), eri\u00e7a as plumas esbranqui\u00e7adas do centro da garganta e repete, em canto, algumas s\u00edlabas, em chilreado cont\u00ednuo. A belicosidade dessa esp\u00e9cie, se torna pronunciada s\u00f3 com outros indiv\u00edduos da mesma esp\u00e9cie, pois foge das demais esp\u00e9cies de beija-flores. Somente a f\u00eamea afugenta e arrebata todos os p\u00e1ssaros que se aproximam do ninho, mesmo esp\u00e9cies diversas de outras fam\u00edlias.<\/p>\n\n\n\n

Voz<\/strong>: “tsib, tsib, tsib”, de cont\u00ednua repeti\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Alimenta\u00e7\u00e3o<\/strong>: N\u00e9ctar.<\/p>\n\n\n\n

Peso<\/strong>: 6,1 – 6,3 g.<\/p>\n\n\n\n

Comprimento<\/strong>: 15,5 cm.<\/p>\n\n\n\n

Ocorr\u00eancia Geogr\u00e1fica<\/strong>: \u00c9 uma esp\u00e9cie end\u00eamica do Brasil. \u00c9 encontrada na Amaz\u00f4nia florestal, perto de Concei\u00e7\u00e3o da Barra, Esp\u00edrito Santo e Sul da Bahia.<\/p>\n\n\n\n

Cientista que descreveu<\/strong>: Ruschi, 1972<\/p>\n\n\n\n

Categoria\/Crit\u00e9rio<\/strong>: Listada no Anexo III da CITES.<\/p>\n\n\n\n

Fonte: MMA\/SINIMA<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"

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