Ambiente Urbano

Mosquitos - pragas urbanas

O mosquito Culex incomoda, irrita e faz com que noites mal dormidas interfiram na vida das pessoas. Até o momento, não é considerado vetor de microrganismo patogênico no nosso meio.

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Os mosquitos, também conhecidos por pernilongos, muriçocas, sovela, mosquito-prego ou carapanãs pertencem à Ordem Diptera e possuem apenas um par de asas membranosas correspondente às asas anteriores, daí o nome da ordem (di = duas, ptera = asas). São de grande importância na saúde pública, pois podem transmitir várias doenças, como a febre amarela, dengue, malária, alguns tipos de encefalite, filariose, etc. Os mosquitos são também grandes causadores de incômodo, sendo que muitas áreas de recreação deixam de ser utilizadas devido a presença destes insetos em determinadas épocas do ano. Dentre as espécies importantes de mosquitos estão as do gênero Anopheles e Aedes.

 

Hábitos

Atualmente no nosso município nos interessa conhecer dois gêneros de mosquitos: o Aedes e o Culex. Os mosquitos nutrem-se de seiva de plantas e somente a fêmea pica por necessitar de sangue para a maturação de seus ovos.

A presença de água é fundamental para a existência de mosquitos porque é o meio pelo qual ele se utiliza para completar o seu ciclo evolutivo. Outro fator decisivo é a temperatura, que ao redor de 25ºC, corresponde ao desenvolvimento mais rápido e ao maior número de descendentes. Portanto a população tende a aumentar nas épocas de primavera e verão.

As fêmeas do gênero Culex quase sempre colocam seus ovos em águas poluídas, aclodindo após 48h. As do gênero Aedes, dispõem seus ovos na parede dos recipientes com água limpa e sombreada, próximo à linha d'água. Estes ovos podem permanecer viáveis por vários meses até um ano.

Os adultos vivem cerca de 30 dias. As fêmeas de Culex picam à noite e as de Aedes durante o dia.

Os mosquitos de ambos os gêneros estão perfeitamente adaptados às condições urbanas, pois o homem oferece criadouros artificiais como tanques, latas, caixas d'água, pneus e pratos de vasos para plantas com água limpa e em locais sombreados, para o Aedes completar seu ciclo biológico e criadouros naturais como valas e córregos poluídos, para o desenvolvimento do Culex.

 

Ciclo de vida

Os mosquitos, no seu desenvolvimento, apresentam duas fases distintas:

  • dependentes da água: ovo, larva e pupa;
  • aérea: adultos.

A duração do ciclo é regulada pela temperatura e disponibilidade de alimento e varia de 7 a 11 dias, aproximadamente. As larvas são visíveis na água, mas, a identificação da espécie infestante ocorre em laboratório.

 

Importância para a saúde

Pelo fato de as fêmeas se nutrirem de sangue, têm importância como vetores de doenças.

O mosquito Culex incomoda, irrita e faz com que noites mal dormidas interfiram na vida das pessoas. Até o momento, não é considerado vetor de microrganismo patogênico no nosso meio.

OAedes, entretanto, pode ser vetor dos vírus da Dengue e Febre Amarela, quando apresentar-se infectado. Ao picar uma pessoa doente, adquire o vírus, que se multiplica em seu organismo e depois transmite-o a outras pessoas através da picada.

 

Medidas Preventivas

Para controlar a população de mosquitos é necessário evitar os criadouros. Há medidas no âmbito do poder público e medidas referentes aos munícipes. Por conta do município fica a supervisão e tratamento de galerias de águas pluviais, redes de esgoto, valetas, obras em construção e cemitérios.

 

A participação dos munícipes consiste em:

  • Não deixar água parada exposta, limpa ou suja, em quaisquer recipientes como: caixas d'água, latas, garrafas, jarros, copos, pneus, pratos de vasos, tambores, fossas, valetas, piscinas sem tratamento;
  • Não jogar materiais inservíveis em córregos, obstruindo-os, pois a água fica parada e pode servir de criadouro para mosquitos;
  • Colocar areia grossa nos pratos de vasos de plantas, evitando que esta se torne um criadouro;
  • Colocar flores em vasos de cemitério sem água, preenchendo-o com areia;
  • Acondicionamento correto dos alimentos (em potes ou latas bem fechadas);
  • Vedar caixas d'água;
  • Não jogar materiais inservíveis em terrenos, pois podem acumular água da chuva e servir de criadouro.

 

Fonte: Prefeitura de São Paulo (www2.prefeitura.sp.gov.br)



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