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Parque Nacional Lençol Maranhenses

O Parque está localizado no litoral oriental do Estado do Maranhão a leste de São Luís, entre as cidades de Primeira Cruz e Barreirinhas, considerado como o deserto brasileiro, é dividido pela embocadura do Rio Piriá.

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Região: Nordeste

Estado: Maranhão

Município: Primeira Cruz, Barreirinhas e Santo Amaro do Maranhão

Bioma: Ecossistemas Costeiros

Área: 155.000 ha

Criação: Decreto n° 86.060 (02/06/1981)

Unidade de Proteção Integral

O único rio que corta o parque é o Rio Negro, nos limites do parque à oeste passa o Rio Periá (em Primeira Cruz) e à leste o Rio Preguiças (em Barreirinhas).

Grandes quantidades de lagoas (que se formam porque o lençol freático é muito raso e aflora em alguns pontos) pontilham o deserto entre as dunas, com água doce e cristalina originárias das chuvas. Na região do parque existem pelo menos 800 famílias cadastradas pelo IBAMA. A ocupação humana é muito antiga, basicamente rural e bastante adaptada às condições locais. Ao longo do processo histórico, em alguns povoados, os moradores foram mudando as casas de lugar para evitar a areia, que em tempos de ventos fortes, muda cerca de 5 m por ano de lugar.

A vegetação, que ocupa cerca de 30% da área do parque, é predominantemente formada por uma restinga arbustiva. Ocorrem também espécies da caatinga e do cerrado. As espécies mais comuns são mirim, murici, jatobá, guajiru, cajuí, carnaúba, buriti e outras. A vegetação rasteira é composta de espécies de cipó-de-leite, orquídeas-da-restinga, erva-de-cascavel, sumaré-de-areia, o araticum, adaptadas a grandes taxas de salinidade da areia. Há também árvores de grande porte, como as palmeiras e pequenos arbustos.

É responsável pela preservação do ecossistema costeiro, apresentando dunas, mangues, restingas e suas formações arenosas formam os chamados lençóis do litoral maranhense. O parque abrange também uma faixa marítima de 1 Km a partir da linha da costa.

A fauna é bem representativa e diversificada, com espécies de mamíferos, como a raposinha (Cerdocyon sp.) e o macaco-prego (Cebus apella), a paca, morcegos, veado-campeiro, gato-palheiro; de aves o gavião-uiraçu, maçarico-rasteirinho, trinta-reis-boreal, marrecas-de-asa-azul, a águia-real, o socó-boi; de répteis como o jacaré-coroa, tartaruga-verde, tartaruga-de-pente, jacaré-tingá, entre outros. Ressalta-se a ocorrência de uma tartaruga chamada pininga, de água doce, endêmica da região.

O parque ainda não tem infra-estrutura para hospedagem e locomoção de visitantes, apenas na cidade de Barreirinhas existe uma grande estrutura turística, com mais de 50 hotéis e pousadas, além de restaurantes e agências que vendem passeios para o Lençóis. Santo Amaro também tem algumas pousadas e restaurantes, mas a estrutura ainda é pequena.


O acesso ao parque é feito a partir de São Luiz, via BR-135 e BR-222. O acesso via MA-402, estrada asfaltada e em ótimas condições até Barreirinhas, foi concluído em janeiro de 2002. O acesso para Santo Amaro ainda apresenta um trecho de 50 Km de areia e Primeira Cruz é acessível com barco partindo de Humberto de Campos e de carro 4X4 (em épocas de seca) partindo de Santo Amaro.

IBAMA e Érika Fernandes-Pinto (Chefe do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses)



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