Ambiente Unidades de Conservação

Parque Nacional da Lagoa do Peixe

Situa-se no litoral norte do Rio Grande do Sul, entre as cidades de Tavares, Mostardas e São José do Norte.

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Região: Sul

Estado: Rio Grande do Sul

Município: Tavares, Mostardas e São José do Norte

Bioma: Ecossistemas Costeiros

Área: 34.400 ha

Criação: Decreto 93.546 (11/06/1986)

Unidade de Proteção Integral

 

O parque foi criado com o objetivo de proteger um dos mais importantes santuários de aves migratórias do Hemisfério Sul. Devido a sua importância no ciclo vital do planeta, a partir de 1991, passou a fazer parte da Rede Hemisférica de Aves.

No extremo meridional do país, o panorama é caracterizado por ecossistemas costeiros em uma extensa planície arenosa, formada pelo vai-e-vem das marés.

O Parque ocupa uma vasta planície com extensas restingas que barram as lagoas costeiras. Mostra-se muito preservado, com banhados, florestas nativas, campos de dunas, lagoas, praias oceânicas e lagamares. A diversidade de ambientes e de alimentos permite a existência de muitas espécies, caracterizando o local como um refúgio de aves.

A praia é o reduto de espécies vegetais, como a espartina, a macela-graúda, o brejo-da-praia, grama-rasteira-da-praia, margarida-das-dunas, além de diversas orquídeas, figueiras, juncos e rainha-dos-lagos, características de solos arenosos e de alto teor de salinidade.

Suas águas rasas atraem 26 espécies migratórias do Hemisfério Norte, como o maçarico-de-peito-vermelho, que chega a percorrer 20.000 km em um ano. A Lagoa do Peixe recebe cinco espécies migratórias do Sul, dentre elas o flamingo, que foge do frio chileno e argentino com seus filhotes. No inverno, podemos encontrar espécies vindas do Sul, como a baleia-franca, pinguim, leões-marinhos e lobos-marinhos, que vem descansar na praia.

Sua fauna é muito rica. Apresenta exemplares de capivara, maria-faceira, jacaré-do-papo-amarelo, cobras, tesourinha, pica-pau, o talhamar, andorinhas-do-mar, caranguejo, cágado, tamanduá-mirim, ema, ostreiro, trinta-reis-boreal, chopim-do-brejo, irerê, cisne-de-pescoço-preto. Esta diversidade deve-se à mistura de águas oceânicas com interiores da Barra da Lagoa do Peixe.

O acesso é feito a partir de Porto Alegre (RS-040), seguindo por asfalto para Viamão e, em seguida, para o litoral sul, até Mostardas. Daí, são mais 20 km de estrada de terra até Tavares, nos limites do Parque.

Ibama - www.ibama.gov.br



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