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 Ambiente Natural

Divisão Pteridophyta

As pteridófitas foram os primeiros vegetais a conquistarem definitivamente o ambiente terrestre. Entretanto ainda dependem da água para a fecundação (quimiotactismo).

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Esta divisão engloba todas as criptógamas vasculares, com uma acentuada alternância de gerações. Aqui o esporófito é a geração mais desenvolvida e apresenta maior diferenciação anatômica e morfológica. O gametófito ou é uma lâmina verde que vive na superfície do solo, apresentando rizóides, ou subterrâneo e incolor vivendo como saprófita; emcertos casos o prótalo é incolor e muito reduzido, nunca abandonando a membrana do esporo que o originou. A fecundação sempre se processa por intermédio de anterozóides flagelados.

 

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As pteridófitas foram os primeiros vegetais a conquistarem definitivamente o ambiente terrestre. Entretanto ainda dependem da água para a fecundação (quimiotactismo). São plantas criptogâmicas, vasculares, cormófitas. Ou seja, são vegetais que não apresentam flores, possuem vasos condutores de seiva (xilema e floema) e o aparelho vegetativo com raiz, caule e folhas bem desenvolvidas. Estas características permitiram um maior crescimento da planta. Foram os primeiros vegetais cormófitos (raiz, caule e folha) e os primeiros vegetais com heterosporia (produzem esporos diferentes por meiose).



Compreendem esta divisão 5 classes: Psilophytopsida, Lycopsida, Psilotopsida, Articulatae e Filices, sendo que Rhyniophyta, Zosterophyllophyta, Trimerophytophyta foram extintas no fim do Devoniano.

  1. Classe Psilophytopsida
  2. Classe Lycopsida
  3. Classe Psilotopsida
  4. Classe Articulatae
  5. Classe Filices
 

Classe Psilophytopsida

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Os vegetais desta classe possuem caule vascularizado e fotossintetizante; ausência de raízes (presença de rizóides unicelulares); ausência de folhas (presença de escamas).

A divisão compreende os vegetais vasculares mais simples, possuindo esporófito de tamanho relativamente pequeno quando comparado às demais Pteridófitas, com caule cilíndrico fotossintetizante, cilindro vascular tipo prostele pouco lignificado e sem folhas ou raízes, apresentando apenas escamas ou rizóides.

Encontra-se sempre em simbiose com fungos. Existem apenas dois gêneros atuais, Psilotum e Tmesipteris, o primeiro característico de regiões tropicais e o segundo nativo da Nova Zelândia e Austrália.

 
Classe Lycopsida

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Os vegetais desta classe possuem caule, raízes e folhas verdadeiras (vascularizadas). Essa divisão compreende vegetais vasculares cujo esporófito possui caule, raiz e folhas verdadeiras, vascularizadas. As folhas dispõem-se espiraladamente ao redor do caule e são do tipo micrófila (vascularizadas).

A classe apresenta apenas 5 gêneros atuais (entre elas, Lycopodium, Selaginella e Isoetes), amplamente distribuídos em regiões tropicais e temperadas.
 

Classe Psilotopsida

Compreende esta classe uma só ordem Psilotales - com as características da classe.


Classe Articulatae (=Sphenopsida)

Os representantes desta classe são caracterizados primariamente pelo caule articulado, com folhas micrófilas dispostas verticiladamente nos nós e por formarem densos estróbilos terminais. O único gênero vivo isosporado, assim como a maioria dos representantes fósseis que eram heterosporados. Reconhecemos nesta classe 5 ordens: Hyeniales, Pseudoborniales, Sphenophyllales, Calamitales e Equisetales. As quatro primeiras são conhecidas como fósseis, e a última com muitos representantes fósseis e um único gênero vivo.
 

Classe Filices (=Pteropsida)

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Os vegetais desta classe apresentam caule, raízes e folhas verdadeiras (vascularizadas); folhas macrófilas (com exceções), vernação circinada e conseqüente presença do báculo.

Como exemplos de pteridófitas podemos citar as samambaias, avencas, xaxins, entre outros. As samambaias apresentam importância ornamental, econômica e industrial. O xaxim (Dycksonia sellowiana) é visto como um vaso orgânico - é um entrelaçado de raízes adventícias que saem do caule de certas samambaias que retém umidade.

Ainda apresentam importância ecológica pois são base da cadeia alimentar, além de abrigarem muitas espécies de epífitas (vivem em cima de outros vegetais sem prejudicar). O xaxim vem sendo explorado ilegalmente de nossas florestas, sendo praticamente ameaçado de extinção, devido à intensa comercialização. Para tanto, criaram uma Resolução do CONAMA, N° 278 de 24 de maio de 2001, que suspende as autorizações para corte e exploração de espécies de xaxim (Dycksonia sellowiana) no bioma da Floresta Atlântica.  Outra pteridófita muito explorada é a Rumohra adiantiformis, suas frondes são brilhantes e de cor verde escura. São plantas ornamentas geralmente utilizadas em arranjos florais. A longevidade na água pode atingir 14 dias.

Dentre as espécies de Pteridophyta, 29% ou 2.593 espécies são epífitas, representadas em 13 famílias com 92 gêneros, sendo Polypodiaceae a quarta família mais importante em número de espécies epifíticas vasculares. Além de Polypodiaceae, as famílias Hymenophyllaceae, Grammitidaceae, Vittariaceae e Lycopodiaceae se destacam por apresentarem muitas espécies epifíticas.

As pteridófitas epifíticas apresentam uma estratégia denominada poiquiloidria: podem dessecar a fronde e subsistir com pequena fração de água tomada da atmosfera; saturam-se prontamente quando chove e prosseguem em suas atividades vitais até novo dessecamento.


Reprodução e Fecundação


- Quimiotactismo: oosfera atraí o anterozóide através de substâncias químicas que se desloca pela água

- Fase duradoura: Esporófito. A fecundação ocorre sempre com a participação da água. O protalo é uma estrutura, geralmente, pequena, verde e em forma de lâmina vivendo acima do solo. Em alguns casos ele pode ser saprófita e ser encontrado dentro do solo, sendo neste caso incolor. Não importando sua forma ele tem um período de vida curto não ultrapassando algumas semanas (em situações especiais, caso não haja a fecundação o protalo pode viver durante anos).


Evolução e Origem

Evoluíram a partir de algas semelhantes a clorofíceas com talos complexos, alternância de gerações e meristemas apicais.

Com relação a origem das primeiras plantas vasculares encontramos explicações que diferem da simples evolução direta a partir das algas verdes. A origem pode estar em simbioses de algas verdes e fungos (liquens). A origem pode estar em um parasitismo por fungos que rapidamente se transformou em mutualismo e terminou por uma aquisição por parte da planta hospedeira do genoma fungal. Assim as plantas vasculares evoluíram com as várias contribuições do genoma fungal que levou a especialização de várias células. O corpo do vegetal seria, então, um mosaico onde seriam encontradas várias células de algas e fungos adicionado de várias formas intermediárias.


Localização e Morfologia

São encontradas desde ambientes desérticos até ambientes aquáticos, podendo ser, também, epífitas. Seu tamanho pode variar bastante podendo ser pequenas como a aquática Salvinia até espécies arborescentes como o samambaiaçu, Cyathea com mais de 5m.

Algumas pteridófitas apresentam diferenciação em suas folhas. Assim um tipo de folha se encarrega das funções vegetativas, sendo neste caso chamada de trofófilo e um segundo tipo que se encarrega, além das funções vegetativas das funções reprodutivas, sendo chamada esporófilo. A esse fenômeno dá-se o nome de heterofilia.

A folha, o caule e a raiz são bem desenvolvidas sendo esta última protegida pela coifa. Todos com vasos condutores. Seus representantes mais relevantes se encontram nas seguintes classes: Lycopsida (Lycopodium e Selaginela), Equisetatae (composta apenas pelo gênero Equisetum), e Filicatae (fetos arborescentes, salvinia, samambaias).

Redação Ambientebrasil



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