Ambiente Florestal

Copaíba: em busca do manejo florestal sustentável

A diversificação da produção familiar em áreas de florestas, por meio do manejo de produtos florestais não-madeireiros, tem sido uma das políticas públicas de maior destaque do governo do Acre, no que se refere ao uso sustentável dos recursos naturais da Amazônia.

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A diversificação da produção familiar em áreas de florestas, por meio do manejo de produtos florestais não-madeireiros, tem sido uma das políticas públicas de maior destaque do governo do Acre, no que se refere ao uso sustentável dos recursos naturais da Amazônia.

Instituições de pesquisa e de ensino têm contribuído nesse esforço do governo do Estado, dentre as quais se destaca a colaboração entre a Embrapa Acre e a Universidade Federal do Acre (Ufac) em projetos de pesquisa sobre ecologia e manejo de espécies florestais com potencial para a exploração comercial.

Fruto desta colaboração é a dissertação de mestrado do curso de Ecologia e Manejo de Recursos Naturais concluído pela bióloga Onofra Cleuza Rigamonte-Azevedo, que teve como objetivo estudar aspectos ecológicos e da produção de óleo-resina de copaíba. O óleo-resina produzido pela copaibeira é amplamente usado na medicina popular no tratamento de diversas enfermidades, cujos efeitos como antiinflamatório, gastroprotetor, analgésico e antitumoral já foram comprovados cientificamente.

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Desta dissertação de mestrado resultaram importantes informações para a definição de práticas de manejo florestal. O estudo, conduzido em áreas extrativistas de três municípios do sudoeste da Bacia Amazônica (Porto Walter, Tarauacá e Xapuri), demonstrou diferenças na densidade (número de árvores por hectare) e distribuição das árvores de copaíba entre os municípios e constatou diferenças na produção de óleo-resina em relação aos tipos de copaíba que ocorrem no Estado do Acre.

Foram ainda avaliados diversos fatores ambientais ou dendrológicos (tipo de solo no local de crescimento das árvores, tipologia florestal, tipo de copaíba, tamanho e idade das árvores) em relação à qualidade do óleo.

Nos planos de manejo devem-se considerar as características de produção de cada tipo de copaíba como forma de potencializar o manejo. Muitas experiências de manejo não consideram a espécie ou o tipo de copaíba, e embora se tenham muitas árvores mapeadas poucas são as que produzem óleo-resina. Neste estudo, foi possível identificar o potencial de produção de cinco tipos de copaíba de maior ocorrência no Estado do Acre, o que deverá ser considerado nos planos de manejo a serem elaborados.

Os resultados deste estudo serão de grande utilidade para técnicos da extensão florestal e na formação profissional de biólogos, agrônomos e engenheiros florestais.

Não se discute que a exploração da copaíba, via planos de manejo, possa se constituir em mais uma alternativa para a conservação dos ecossistemas florestais e promoção de benefícios econômicos para os moradores da floresta, possibilitando o aproveitamento comercial da biodiversidade sem causar danos à floresta.

Entretanto, este é um caminho ainda longo e somente por meio da forte cooperação interinstitucional como a realizada por este estudo poder-se-á subsidiar políticas públicas fundamentadas em sólido conhecimento científico. E neste sentido, a contribuição da Embrapa no Estado do Acre não tem se resumido ao desenvolvimento de tecnologias, mas também à formação de profissionais altamente qualificados.

Paulo Guilherme Salvador Wadt (paulo@cpafac.embrapa.br) e Lúcia Helena de Oliveira Wadt (lucia@cpafac.embrapa.br), pesquisadores da Embrapa Acre. Onofra Cleuza Rigamonte-Azevedo, bióloga, mestranda no curso de Ecologia e Manejo de Recursos Naturais, Ufac.



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