Ambiente Fauna

Guariba (Alouatta belzebul belzebul)

São habitantes de regiões de floresta. Ocorrem no sudeste do Pará até o limite oeste na região da Serra dos Carajás e de Tucuruí.

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Classe: Mammalia

Ordem: Primates

Família: Cebidae

Nome científico: Alouatta belzebul belzebul

Nome vulgar: Guariba

Categoria: Ameaçada

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O gênero Alouatta possui 5 espécies e 21 subespécies. Possui hábito diurno.

Comportamento: Os guaribas vivem em bandos de até 45 indivíduos constituídos por machos, fêmeas e jovens. Alimentam-se de folhas, preferindo as de Embaúba. Longevidade: 20 anos.

Maturidade: Fêmea - 04 a 05 anos, Macho 06 anos.

Época reprodutiva: durante todo o ano. Gestação: 04 a 05 meses. Desmame: 1,5 a 2 anos. Números de filhotes: 01. O corpo é forte. Nos machos a cabeça parece ainda maior, devido aos longos pêlos que revestem o queixo (por isso ele também é conhecido como macaco barbado), e ao osso hióide, que forma uma caixa de ressonância. A cauda é muito musculosa com a porção inferior da ponta desprovida de pêlos e dotada de grande sensibilidade. Enrola-se firmemente nos galhos e funciona como um quinto membro, sustentando o corpo por longos períodos de tempo. Sua coloração varia de preto ao vermelho. Em uma das espécies, encontrada no Brasil Central (Alouatta caraya), os machos são completamente negros enquanto que as fêmeas e filhotes apresentam colorido castanho-oliváceo. Os mateiros designam os machos velhos que lideram os grupos sociais pelo nome de capelão. Às vezes eles passam em isolamento temporário. Nas regiões florestadas os bandos são nômades dentro do seu domínio vital. Sua permanência em um mesmo lugar depende da abundância de alimentos. À tardinha reúnem-se em uma árvore e urram em uníssono, sendo a gritaria iniciada por machos. Às vezes fazem ouvir o seu alarido em pleno dia. Esse coro tem função social e serve entre outras coisas para anunciar os limites do seu território.

Peso: Atinge até 9 kg

Comprimento: Até 70 cm

Ocorrência Geográfica: São habitantes de regiões de floresta. Ocorrem no sudeste do Pará até o limite oeste na região da Serra dos Carajás e de Tucuruí. Também nas partes oeste e central do Maranhão até o rio Mearim. Populações disjuntas e isoladas ocorrem no nordeste dos estados do Ceará (prolongando-se até a parte costeira do estado do Piauí), Paraíba e Alagoas.

Categoria/Critério: Espécie ameaçada de acordo com a lista oficial de espécies ameaçadas de extinção do IBAMA. Apêndice II da CITES. A espécie encontra-se ameaçada de extinção principalmente devido à destruição de seu habitat e também a caça indiscriminada. Sua carne e pele são muito apreciados por índios e caboclos.

Observações adicionais: Havia uma história interessante a respeito dos guaribas (ou bugios). Quando o grito matinal desses macacos ecoava pela floresta amazônica, acreditava-se que eles estavam entoando um hino ao sol e que os gritos eram acompanhados por ritos que só os animais conheciam. Contudo os naturalistas destruíram essa lenda. O guariba foi estudado de perto em seu próprio meio. Os guaribas emitem uma série de sons: uivo, gemidos, etc. Cada som tem um significado: perigo, um filhote perdido, um companheiro ferido e muito outros. Quando dois bandos se encontram sua hostilidade também é mostrada através de gritos.

Cientista que descreveu: Linnaeus, 1766.

Fonte: MMA/SINIMA



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