Ambiente Fauna
Fauna - Tubarão
Em todo o mundo são conhecidas cerca de 380 espécies (oitenta no Brasil), cujos tamanhos podem variar de 15 cm a 18 m de comprimento, sendo que em torno de trinta espécies já provocaram, comprovadamente, acidentes com o homem.

Classe - Chondrichthyes
Ordem- Carcharhiniformes
Ocorrem no litoral brasileiro, particularmente no norte e nordeste.
Em todo o mundo são conhecidas cerca de 380 espécies (oitenta no Brasil), cujos tamanhos podem variar de 15 cm a 18 m de comprimento, sendo que em torno de trinta espécies já provocaram, comprovadamente, acidentes com o homem.
Destas, os registros demonstram que somente doze, no litoral brasileiro, são perigosas e realmente podem atacar banhistas, surfistas, pescadores e mergulhadores.
Basicamente marinhos e pelágicos, habitam as águas costeiras e oceânicas, da superfície ao fundo, em praticamente todos os oceanos e mares.
Possuem hábitos alimentares carnívoros, tendo uma dieta regular de peixes, crustáceos, lulas, polvos, tartarugas, raias e outros cações.
Principais espécies que ocorrem no Brasil:
- Tubarão azul (Prionace glauca) - É comum em toda a costa brasileira. Seu tamanho chega a 3,8 metros. É uma espécie oceânica, alimentando-se preferencialmente de lulas.
- Tubarão baleia (Rhiniodon typus) - Comum no Norte e Nordeste. Pode medir 18 metros de comprimento. É o maior tubarão que existe. É uma espécie, oceânica, alimentando-se apenas de plâncton. Apesar do tamanho, é inofensivo ao homem.
- Tubarão cabeça-chata (Carcharhinus leucas) - Comum em toda a costa brasileira. Mede até 3,5 metros, vive próximo às zonas de estuário. Há registros desses animais no rio Amazonas.
- Tubarão galha branca oceânico (Carcharhinus maou) - Assim como o tubarão azul, é comum em todo o Brasil. Atinge 4 metros de comprimento, alimentando-se de pequenos peixes de alto-mar. Considerado um tubarão muito agressivo.
- Tubarão galha preta (Carcharhinus limbatus) - Comum no Norte e Nordeste do Brasil. Mede 2,5 metros. Vive em águas temperadas tropicais. Alimenta-se de peixes pequenos e de invertebrados.
- Tubarão lixa (Ginglymostoma cirratum) - Ocorre em toda a costa brasileira. Chega a medir 4,3 metros. Vive próximo ao fundo do mar, alimentando-se de invertebrados. É uma espécie considerada inofensiva ao homem. Não possui dentes afiados como a maioria dos tubarões.
- Tubarão mako-cavala (Isurus oxyrinchus) - Ocorre em toda a costa brasileira. Mede 4 metros de comprimento, possui excelente habilidade para nadar, é uma espécie oceânica, alimentando-se de peixes de alto-mar e de outros tubarões.
- Tubarão martelo (Sphyrna lewini) - É comum em toda a costa brasileira. Atinge 4,2 metros de comprimento. Sua cabeça possui formato curioso que lhe dá o nome de martelo: são duas laterais proeminentes na cabeça, onde localiza seus olhos. Alimenta-se de animais escondidos na areia do fundo do mar. É considerada uma espécie semi-oceânica.
- Tubarão raposa (Alopias vulpinus) - É uma espécie comum nas águas tropicais do litoral brasileiro. Chega a medir 5,50 metros. Possui uma cauda curiosa, que mede o mesmo tamanho do seu corpo. Alimenta-se de outros peixes comuns em alto-mar.
- Tubarão tigre (Galeocerdo cuvier) - Ocorre em toda a costa brasileira. Pode atinguir 9 metros. Vive em águas tropicais, alimentando-se tanto de peixes quanto de invertebrados. É considerada uma espécie agressiva ao homem.
Algumas regras para banhistas evitarem acidentes com tubarões:
- Ficar sempre em grupo. Os tubarões normalmente atacam banhistas solitários
- Não se afastar demasiadamente da praia, onde estará isolado e longe de assistência
- Não avançar para águas muito profundas, não ultrapassando, de preferência, o ponto onde alcança pé
- Evitar nadar de manhã cedo e ao final da tarde, quando os tubarões são mais ativos
- Não entrar na água, se estiver sangrando de um ferimento
- Não usar jóias brilhantes ao entrar na água
- Não bater constantemente na água e evitar banhar-se com pequenos animais
- Cuidados extras são necessários, quando a água estiver muito suja
Fonte: UFRPE Fonte (Tubarões): João Lins. - Attack!! Editora Universitária UFPE.110 p. 2000. Colaboração do Dr. Otto Bismarck (Especialista em tubarões e professor de Biologia Marinha da Universidade Santa Cecília, Santos - SP)
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