Ir direto para o conteúdo

Ambiente Brasil. O maior Portal de Meio Ambiente da América Latina

 

 Ambiente Energia

Energia das ondas do mar

A diretora da COPPE, Angela Uller, o presidente da Eletrobrás, Luiz Pinguelli Rosa, e o governador do Estado do Ceará, Lúcio Alcântara, assinaram, dia 2 de Fevereiro de 2004, um convênio para construção da primeira Usina de Energia das Ondas das Américas.

Envie para um amigo

 

q

 

 

A diretora da COPPE, Angela Uller, o presidente da Eletrobrás, Luiz Pinguelli Rosa, e o governador do Estado do Ceará, Lúcio Alcântara, assinaram, dia 2 de Fevereiro de 2004, um convênio para construção da primeira Usina de Energia das Ondas das Américas. O projeto, inédito no mundo, foi desenvolvido no Laboratório de Tecnologia Submarina da COPPE.

A principal inovação tecnológica deste projeto concebido pela COPPE está no uso da câmara hiperbárica, equipamento que simula ambientes marinhos de alta pressão. A câmara simulará a pressão de uma queda d´água, similar a de uma usina hidrelétrica, para gerar energia. A COPPE possui a única câmara hiperbárica da América do Sul capaz de simular ambientes marinhos de até 5 mil metros de profundidade.
Coordenado pelo professor de engenharia oceânica e chefe do Laboratório de Tecnologia Submarina (LTS) da COPPE, Segen Estefen, o projeto prevê o desenvolvimento de estudos das condições do mar e de modelos experimentais para o dimensionamento do protótipo, além do acompanhamento da fabricação e instalação do modelo. Os estudos estão baseados na tese de doutorado de Eliab Ricarte e na tese de mestrado de Paulo Roberto da Costa, ambos alunos da COPPE/ UFRJ.
O protótipo da primeira usina de ondas das Américas será instalado na costa do Ceará e gerará 500 KW, energia suficiente para abastecer 200 famílias. A estimativa é de que a usina entre em operação em Outubro de 2006. Os pesquisadores fizeram demonstração com um modelo em escala reduzida da Usina de Energia das Ondas, no Tanque Oceânico da COPPE. O convênio também inclui levantamento da capacidade de geração de energia de toda a costa brasileira.

Potencial energético

Estudos preliminares revelam que o litoral do Brasil tem potencial para suprir quinze por cento do total de energia elétrica consumida no País, hoje em torno de 300 mil GWh/ano. Os pesquisadores da COPPE já iniciaram também o mapeamento da costa do Ceará e caberá ao Governo do Estado decidir sobre o local de instalação do protótipo.
Em razão dos ventos alísios, o Ceará possui as condições ideais para a instalação de uma Usina de Ondas. A ação constante de ventos proporciona a regularidade de freqüência e altura das ondas necessária para o bom funcionamento do conceito de usina proposto pela COPPE.
Segundo Segen Estefen, se todo o potencial energético dos oceanos – avaliado em 1 TW (terawatt) – fosse aproveitado, seria possível atender a demanda de energia de todo o Planeta.
Com 8,5 mil quilômetros de costa e cerca de setenta por cento da população ocupando regiões litorâneas, o Brasil apresenta condições mais do que propícias para obter vantagens com esta fonte de energia abundante, renovável e não poluente.
O custo de implementação de uma usina de ondas é trinta por cento mais barato que o de uma usina eólica e similar ao de uma usina hidrelétrica. Além disso, o impacto ambiental deste tipo de empreendimento é bastante reduzido.
Nos últimos cinco anos ocorreu um grande avanço na implantação de usinas de energia das ondas em vários países da Europa, principalmente na Espanha, Austrália e Japão. Só no Reino Unido existem sete projetos, dois em operação e cinco em estágio avançado de desenvolvimento.

Como funciona

Na Usina de Ondas concebida pela COPPE, flutuadores acoplados a uma estrutura de viga acionam uma bomba hidráulica que por meio de movimentos alternados injeta água nas câmaras hiperbáricas interligadas. As câmaras então liberam um jato de água com pressão e vazão necessárias para acionar uma turbina convencional, que acoplada a um gerador, fornece energia elétrica. Testes com um modelo em escala reduzida vêm sendo realizados na instituição para avaliar o dimensionamento da usina.

Carla Maria da Silva - Jornalista da Cooppe Fonte: Revista Eco 21, Ano XIV, Edição 87, Fevereiro 2004. (www.eco21.com.br)



Publicidade
Confira as principais Tags do ambiente Energia Ação de Emergência Acidentes Ambientais Acidentes Nucleares Água Águas Profundas Álcool Álcool Etílico Alta pressão Alternativa Energéticas Ambientes Marinhos Angra I Angra II Angra III Aplicação Aproveitamento Armazenamento Arquitetura Bioclimática Artigo Aspectos Socioambientais Aterro Sanitário Atmosfera Modificada Ausência de Emissão Bacias Hidrográficas Biocombutível Biodiesel Biodigestores Biomas Biomassa CaC's Calor da Terra Cana de Açúcar Carvão Carvão Mineral Célula Combustível Célula Fotovoltaica Centro de Defesa Ambiental Césio 137 Chernobyl Co-processamento de resíduos Cogeração Coleta Seletiva Coletor Solar Combustíveis fósseis Combustível Combustível Ecológico Combustível Nuclear Combustível Renovável Combustível Veicular Conservação Ambiental Consumo de Energia Consumo Energético Contaminação Hospitalar Contingências Controle Ambiental Controle de Qualidade Correntes Marítimas Crescimento Econômico Custos Demanda Energética Desenvolvimento Sustentável Distribuição Economia Efeito Fotovoltaico Efluentes Emissão de Gases Emissões de Poluentes Emprego Energia Energia Alternativa Energia Elétrica Energia Eólica Energia Geotérmica Energia Hidrica Energia Limpa Energia Maremotriz Energia não-renovável Energia Nuclear Energia Nucleoelétrica Energia Renovável Energia Solar Energias Renovavéis Engenharia Oceânicas Eólica Etanol Exploração Fauna Flora Marinha Fonte de Combustíveis Fonte não-renovável Fonte Renovável Fontes de Hidrogênio Fontes Energéticas Fontes Orgânicas Fontes Termais Formas de Enxofre Gás Hidrogênio Gás Natural Gases Gases de Efeito Estufa Gases para Embalagens Gasoduto GEE Geração de Energia Gestão ambiental Gestão de Segurança Grau Geotérmico Hidrografia História Horário de Verão Impactos Ambientais Indústria do Carvão Instalação Nuclear Lixo atômico Mar Material radioativo Matriz Energética Medicina Medidas de Segurança Meio Ambiente Mineração Mudanças Climáticas Navios Normas Ambientais O que é Paraná Petróleo Plano de Contingência Plataforma de Exploração Política Energética Potencial Energético Potencial Eólico Potencial Hidrico Potencial Solar Preservação Ambiental PROÁLCOOL Produção de Energia Produção de Gás Produtos Programa de Excelência Projetos ambientais Radiação Nuclear Reciclagem Recuperação Ambiental Recuperação do Óleo Recurso Eólico Recursos Energéticos Recursos Hídricos Recursos Renováveis Redução de Emissão Região Carbonífera Regulamentação Reserva Geológica Reservas Reservatórios Subterrâneos Resfriamento Resíduos Resíduos Agrícolas Resíduos oleosos Resumo Rio Grande do Sul Saneamento Ambiental Setor Agropecuário Setor Transporte Sindicatos Sistema de Cogeração Tecnologia Nuclear Teor de Carbono Termelétrica Three Mile Island Transporte Tratamento de Água Tratamento de Efluentes Tratamento de Resíduos Sólidos Tratamento do Ar Usina Elétrica Usina Nuclear Usinas Eólicas Usinas Termelétricas Vantagens Vazamentos de Óleo Yellow cake Zero Poluição

Resolução míninina de 1024 x 768 © Copyright 2000-2011 Todos os direitos reservados. O conteudo deste Site é de propriedade do Ambiente Brasil S/S Ltda. Nenhuma parte poderá ser reproduzida sem permissão por escrito do Portal.