Ambiente Ecoturismo

Turismo Verde no Amapá

o Amapá é o Estado amazônico com cobertura florestal mais bem preservada do país. Com os seus 143.453,7 km² apresenta uma excepcional diversidade de ecossistemas.

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Densas florestas preservadas, o espetacular encontro das águas do Amazonas e do Atlântico. A vida levada ao ritmo dos rios, das matas e de tambores de marabaixo. O Amapá é refúgio de belezas naturais temperads com tradições culturais únicas.

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Situado no extremo norte do Brasil, o Amapá é o Estado amazônico com cobertura florestal mais bem preservada do país. Esse Estado com os seus 143.453,7 km² apresenta uma excepcional diversidade de ecossistemas representados por florestas de terra firme, várzeas, cerrados, igapós e manguezais. O Amapá é uma das Unidades Federativas mais recentes do Brasil, faz fronteira com o Estado do Pará, os países Suriname e Guiana Francesa e o Oceano Atlântico.

O pólo ecoturístico do Amapá abrange os município de Oiapoque, Pracuúba, Tartarugalzinho, Serra do Navio, Macapá, Mazagão e Laranjal do Jari. Macapá é a única capital brasileira cortada pela linha do Equador, onde pode-se observar o Equinócio, fenômeno natural que acontece no momento em que o Sol tem sua trajetória alinhada à Linha do Equador, e é ao mesmo tempo, o portão de entrada do Pólo Amapá.

Favorecido pela sua localização estratégica, com sua costa banhada pelo Rio Amazonas, a capital amapaense guarda relíquia da arquitetura militar datada do século XVIII: a Fortaleza São José de Macapá, restaurada e transformada em centro de atividades culturais. Entre os pontos turísticos localizados na zona urbana, destaca-se: o Monumento Marco Zero do Equador, o Trapiche Eliézer Levy, Museu Sacaca do Desenvolvimento Sustentável e o Mercado de Produtos da Floresta.

Com sua costa influenciada pela foz do Rio Amazonas, a zona costeira do Amapá apresenta cenários belíssimos, formados por lagos residuais abrigando fantástica biodiversidade de fauna e flora flúvio-marinha onde habitam várias espécies de aves e peixes. Nessa região acontece a Pororoca, fenômeno natural que ocorre no momento do encontro das águas fluviais e águas oceânicas formando ondas gigantescas que invadem o continente.

A foz do Rio Amazonas acolhe também o Arquipélago do Bailique, complexo insular formado por 08 ilhas que servem como refúgio de aves migratórias, além de oferecer paisagens naturais de grande beleza onde está sendo criada uma unidade de conservação para atividades de ecoturismo.

Em Mazagão, a região de Maracá, tem como atrativos sua natureza exuberante e rios encachoeirados. Em Pracuúba, o visitante pode se dedicar à observação de pássaros e ninhais de excepcional beleza com espetáculo proporcionado pelas marrecas, garças, guarás e gavião-real, além de um grande número de peixes como tucunaré e pirarucu, possibilitando a prática da pesca esportiva.

Na porção centro oeste do estado, está a Serra do Navio, que tem como particularidade suas serras com cobertura de floresta densa de terra firme, o rio Amapari com inúmeras corredeiras. Nessas paragens pode ser encontrado uma espécie rara de beija-flor de vermelho forte, conhecido como brilho de fogo.

Na região Sul encontra-se a Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru com seu ecossistema rico em biodiversidade e habitado por populações tradicionais. A RDS do Iratapuru foi criada para manter o equilíbrio ecológico e proporcionar a exploração sustentável dos recursos naturais da região. As comunidades que habitam a floresta, estão envolvidas com o extrativismo da castanha-do-brasil, transformada com a implantação da fábrica, em óleo, farinha e principalmente no biscoito.

A gastronomia amapaense é representada pelo açaí, fruto de onde se retira o vinho e pela variedade de temperos de sabor inigualável em peixes e camarões regionais, grelhados, assados ou cozidos, servidos com molhos exóticos como o tucupi e farinha de mandioca.

 

Como Chegar

O acesso ao Amapá é realizado por via área ou fluvial. O aeroporto Internacional de Macapá recebe vôos de diversos estados do país das companhias TAM, VARIG, VASP e GOL e vôos internacionais através da Guiana Francesa pela PENTA. O tempo de vôo entre Brasília e Macapá é de 3h45. Barcos e navios regionais partem diariamente de Belém em direção ao Porto de Santana, distante apenas 15km da capital.

O grande potencial de uso sustentável dos seus recursos florestais também ressalta a importância da economia verde como alternativa para o avanço econômico e a proteção do meio ambiente.

De acordo com o secretário de Estado do Meio Ambiente, Marcelo Creão, existem vários meios de explorar os bens naturais da floresta de forma sustentável, entre eles o manejo florestal e o ecoturismo nas unidades de conservação do Estado, como principais alternativas de economia verde. "Vários segmentos estão investindo nesses setores, isso é uma chance de popularizar, de forma racional, o meio ambiente e dar a oportunidade às comunidades que vivem entorno dessas unidades de conservação de terem uma renda", destacou.

Outra alternativa de economia verde é o planejamento coletivo para o aproveitamento econômico do potencial turístico da região. Com a existência de belezas cênicas, como cachoeiras, e possível existência de sítios arqueológicos, o ecoturismo aparece como uma grande oportunidade de negócio para o Estado.

Para o chefe da Flona, o turismo se tornaria uma fonte de renda extra para os ribeirinhos que vivem no entorno das Unidades de Conservação. "Precisamos investir não apenas em estrutura física, mas também no treinamento pessoal dessas pessoas para receber o turista que desejar conhecer as trilhas na água ou na mata", ressaltou.

Parcerias para o Uso Público também são trabalhadas como oportunidades, com destaque às organizações governamentais e não governamentais, hotéis e pousadas em Ferreira Gomes, Porto Grande e no rio Araguari. Assim como o incentivo ao artesanato para a área do turismo, potencializando o Uso Público do Corredor do Amapá para etnoturismo, geoturismo e turismo de observação.

"Estamos iniciando de forma experimental a abertura da Flona para a visitação pública. O público-alvo inicial para esta prática é de estudantes, pesquisadores e pessoas que possuam espírito aventureiro, uma vez que a infraestrutura que temos a oferecer atualmente não dispõe de grande conforto", comentou Kauano.

 

Fontes: Ministério do Meio Ambiente www.agenciaamapa.com.br



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