Ambiente Ecoturismo

Petar - SP

O Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (Petar) é o destino ideal para quem gosta de cavernas e aventura. Com mais de trezentas cavernas, o Parque foi criado em 1953, porém, só foi aberto para o público na década de 80. Nem todas as cavernas podem ser visitadas e o uso do capacete, equipado com lanterna ou carbureteira, é obrigatório. As trilhas existentes contam com a presença da Mata Atlântica original.

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Uma viagem a um mundo silencioso, escuro e certamente inesquecível. Para entrar no Parque é necessário pagar uma taxa e para acampar também.

O Parque está dividido em quatro núcleos principais: Santana, Ouro Grosso, Caboclos e Casa de Pedra. Para visitar qualquer das cavernas do Petar, é necessário e obrigatório estar acompanhado por um monitor local, uma Norma da Unidade de Conservação.

 

Núcleo Santana

O Núcleo Santana está localizado a três quilômetros do Bairro da Serra, em Iporanga. Este núcleo é cruzado pelo Rio Betari que é um afluente do Rio Ribeira de Iguape e recebe as águas de várias cavernas vivas. Seu leito é bastante pedregoso e acidentado e as águas de uma transparência sem igual. Próximo à entrada do Núcleo Santana encontra-se um quiosque, onde se iniciam as trilhas que levam às cavernas distantes, dentre elas a trilha para a Caverna Água Suja é uma boa pedida, pois vai margeando o Betari em quase toda sua extensão. O interessante, é que você deve cruzá-lo até chegar à Caverna, e se desejar continuar, a trilha vai bem adiante até as magníficas cachoeiras das Andorinhas e Betarizinho.

Além da Caverna da Água suja, pode-se visitar a Caverna Santana, que dá nome ao Núcleo e é, sem dúvida, a mais requintada em formações e labirintos. Ainda próximo à entrada está a Caverna Morro Preto, a qual cansa um pouco o explorador pela ladeira que têm de subir até chegar à sua entrada, mas a escalada realmente compensa. Diz-se que quando do descobrimento desta caverna, foram encontrados vestígios de habitação pré-histórica da mesma. Certamente por estes motivos é que o Núcleo Santana é o mais visitado.

 

Núcleo Caboclos

O Núcleo Caboclos foi a primeira sede do Parque e localiza-se no coração do Petar. Com relevo de planalto e altitude mais elevada, constitui-se ponto de partida para visitas em cavernas. No Núcleo está situada a interessante Pedra do Chapéu e várias trilhas como a do Mirante e a Sete Reis que conduzem a cavernas tais como Chapéu, Aranhas, Água Sumida, Arataca, Pescaria, Desmoronada, Teminina, entre outras. Ainda neste núcleo estão as Cachoeiras Sete Reis e Maximiniano.

 

Núcleo Ouro Grosso

O Núcleo Ouro Grosso foi inaugurado em 1998, por ocasião das festividades do quadragésimo aniversário do Petar. Sua sede fica junto ao Bairro da Serra e tem como atrativo principal a Caverna Ouro Grosso. Próxima à entrada desta caverna está uma gigantesca Figueira com raízes tamanhas que se pode passar por entre elas. O Rio Betari também faz parte do cenário deste Núcleo.

 

Núcleo Casa de Pedra

O Núcleo Casa de Pedra conta com uma base de fiscalização e controle turístico. Do centro da cidade de Iporanga até este ponto são aproximadamente 10 km em estrada de terra, que em alguns trechos possui pitorescas pontes de madeira para passagem de veículos. A partir dali segue-se por uma bela trilha que margeia o Rio Maximiniano, chegando depois de uma longa caminhada até a Caverna Casa de Pedra. Pela trilha encontram-se exemplares típicos da Mata Atlântica, tais como Figueiras, Bromélias, Paus-Brasis e Perobas.

 

História e Cultura

Os antropólogos acreditam que essa região já era habitada por populações indígenas pré-coloniais há mais de dez mil anos. Mas foi no final do século XVII, com o início das Bandeiras, que a região começou realmente a ser ocupada. Muitos dos moradores dessa área são descendentes de antigos quilombos que lá existiam.

Clima

A melhor época para visitar o Parque é entre abril e novembro, devido à estabilidade do clima. Entre dezembro e março chove muito e as estradas se tornam de difícil acesso.

 

Vegetação e relevo

Araucárias, bromélias, cogumelos e fungos são bastante comuns nessa região de Mata Atlântica original. A Figueira é um espetáculo à parte: suas raízes tubulares podem ter metros de altura.

O ambiente geológico da região é composto por rochas metamórficas e granitóides da idade pré-cambriana. A área inclui sítios paleontológicos, arqueológicos e históricos. Diversos fósseis já foram encontrados, tais como o de preguiças gigantes.

 

Alimentação

Não há restaurantes no Parque, mas as pousadas servem refeições caseiras variadas aos visitantes.

 

Hospedagem

No bairro da Serra, há boas opções de pousadas, além da área de camping. Algumas pousadas, além das refeições tradicionais, oferecem lanches para serem levados nos passeios. Nos Núcleos de Santana e Caboclos também há área de camping.

Atrações

Atividades noturnas: Os grupos costumam se reunir para ver o céu e tentar observar algumas constelações. Nos municípios de Iporanga e Apiaí, o turista tem opções de danceterias.

Cachoeira da Caverna do Ouro Grosso: Segunda de uma seqüência de até quatro cachoeiras dentro de uma das cavernas mais 'radicais' do Petar, com seis metros de altura. Chegar até ela é uma aventura única, cheia de adrenalina. O banho é merecido e nem se percebe o gelo da água. O acesso é feito pelo Núcleo Ouro Grosso, dentro da Caverna do Ouro Grosso. São 10 minutos de caminhada até a entrada da caverna e depois mais um hora de caverna. Nível médio.

Cachoeira das Andorinhas: É considerada a cachoeira mais bonita do Petar. Localiza-se no final da Trilha do Rio Betari, outro atrativo à parte. Não é possível nadar na sua piscina devido à forte queda d´água de 35 metros. O acesso é pelo Núcleo de Santana, com três horas de caminhada até de nível médio.

Cachoeira das Arapongas: É a cachoeira mais alta do Petar, com 50 metros. Ótima para o rapel ou cascading. O acesso é fácil, através da estrada principal, em direção à cidade de Apiaí. São 20 minutos de caminhada até sua base, nível médio.

Cachoeira do Betarizinho: Fica a 50 metros da Cachoeira das Andorinhas. Com menos água que sua vizinha. Permite que o visitante entre debaixo de sua queda. Sua piscina natural permite até mesmo alguns saltos, além de ser um ótimo lugar para fotos. O local é muito escorregadio, com isso todo cuidado deve ser tomado. A cachoeira possui 45 metros de queda d´água e o acesso pode ser feito pelo Núcleo de Santana. São três horas de caminhada de nível médio.

Cachoeira do Couto: Pequena queda com cinco metros, mas muito bonita para se fazer fotos e tomar um banho. Sua água é muito gelada, pois ela sai diretamente de uma caverna, a Caverna do Couto. Vale a pena conhecer e experimentá-la. Esteja com a câmera fotográfica em mãos. Acesso pelo Núcleo de Santana e cinco minutos de caminhada de nível fácil.

Cachoeira e Caverna Água Suja: São cerca de duas horas de passeio em um percurso de 3,6 km. As águas do Rio Betari chegam até a cintura. Atravessam-se salões altos terminando na Cachoeiras das Andorinhas, com 20 m de queda. Para chegar até é necessário utilizar a Trilha do Rio Betari, outro atrativo à parte. É uma caverna gigantesca, com grandes salões e cortada por um rio. Tem aproximadamente 1.800 metros, sendo 800 metros turísticos. O desafio é chegar até sua cachoeira interna, um banho na escuridão.

Caminhada externa: Médio / 40 min

Caminhada interna: Médio / 2 h

Cachoeira Sete Reis: Está localizada no Núcleo dos Caboclos. É uma das cachoeiras mais lindas do Petar, com 10 metros de altura. Rodeada de árvores nativas e encravadas no meio da Mata Atlântica. O acesso é feito pelo Núcleo dos Caboclos. São 2h30 de caminhada até sua base. Nível médio.

Cachoeiras do Sem Fio: Complexo formado por três lindas cachoeiras de 10, 4 e 11 metros. Em todas é possível entrar por baixo das quedas. Na primeira pratica-se rapel e a água não é tão gelada. Elas estão dentro de uma propriedade particular, sendo necessário pagar um ingresso na entrada. O acesso pode ser feito pela estrada principal, em direção à cidade de Iporanga. São cinco minutos de caminhada até a primeira das cachoeiras, nível fácil.

Caverna Cristal: É uma caverna pequena, de fácil acesso e que é considerada uma das mais ornamentadas do Petar. Nela há centenas de espeleotemas raros. Localiza-se em uma propriedade particular.

Caminhada externa: Fácil / 30 min

Caminhada interna: Médio / 2 h

Caverna da Laje Branca: Localizada na região do Lageado, seu pórtico é muito bonito pela altura (130 metros) e pelas gotas que caem do teto. Dentro há grandes salões com dunas de areias enfeitam o seu interior. De 1.200 metros, 400 são turísticos. Na sua boca é realizado o Rapel da Laje Branca (135 metros).

Caminhada externa: Médio / 1 h

Caminhada interna: Médio / 1 h

Caverna Desmoronada: É uma das cavernas mais bonitas do Petar. Faz uma travessia na montanha, dando de 'cara' para o Vale da Ilusão e está localizada no Núcleo Caboclos. As formações geológicas são suas principais riquezas. Para chegar, é preciso enfrentar uma trilha com mata fechada e ladeira íngreme.

Caminhada externa: Média / 2 h

Caminhada interna: Médio / 1 h

Caverna do Chapéu: Apresenta poucos obstáculos e se localiza próxima da área administrativa do núcleo.

Caverna do Couto: Esta caverna é praticamente um conduto de drenagem de águas provenientes da serra da Onça Parda. É um conduto único de 600 metros que atravessa o morro, até sair do outro lado em outra boca. A visão da mata de dentro da caverna é algo espetacular. Tem ligação com a Caverna do Morro Preto (Travessia do Aborto - área de visitação extensiva).

Caminhada externa: Fácil / 5 min

Caminhada interna: Fácil / 1 h

Caverna do Morro Preto: Esta caverna tem um dos mais belos pórticos de entrada do Parque. A imagem do seu mirante interno, vista da boca, na contraluz faz com ela se torne um cartão postal do parque. Em sua boca foram encontrados vestígios que ela servia de abrigo para o homem primitivo.

Caminhada externa: Média / 15 min

Caminhada interna: Média / 1 h

Caverna Ouro Grosso: É formada por uma seqüência de cachoeiras, sendo que algumas têm a necessidade de serem vencidas com a ajuda de cordas. A caverna possui vários poços com águas profundas que fazem com que o visitante tenha algumas intimidades com água em movimento. Apenas um trecho de 200 metros encontrasse aberto à visitação.

Caminhada externa: Fácil / 15 min

Caminhada interna: Difícil / 2 h

Caverna Santana: Possui cerca de sete quilômetros de extensão e é uma das principais atrações do Parque. Apenas 800 metros da caverna podem ser visitados. Durante o percurso é possível observar estalactites, estalagmites e formações curiosas. É muito utilizada para aulas de Educação Ambiental e para fotografias. Nela estão os Salões das Flores, São Paulo, São Jorge, Takeupa e algumas imagens e curiosidades como o 'Buraco do Segredo', 'Pata do Elefante' e 'Cabeça do Cavalo'. Muitos desses Salões são de visitação extensiva ou restrita.

Caminhada externa: Fácil / 5 min

Caminhada interna: Fácil / 2 h

Caverna Terminina: As dolinas (aberturas no teto) que a caverna possui a tornam muito diferente e exótica. Ótima para fotografias.

Caminhada externa: Difícil / 2 h

Caminhada interna: Difícil / 2 h

Núcleos Caboclos Casa de Pedra: A trilha por terra tem oito quilômetros e passa pelas grutas de arataca e Mojolinho. O trajeto interno dura cerca de seis horas, passando por inúmeras galerias e terminando em uma imensa boca. Seu portal é o maior do mundo, com cerca de 250 metros de altura. É formada pelo Rio Maximiniano, que corta a montanha e sua travessia é restrita, sendo que só é permitido chegar à boca.

Caminhada externa: Difícil / 3 h

Núcleo Ouro Grosso Alambari de Baixo: Esta caverna proporciona uma das experiências mais emocionantes que o visitante pode levar do Petar. Sua entrada é gigantesca, com bela vista dos raios solares ao amanhecer. Um rio no seu interior dá a emoção desejada pelos aventureiros. Em alguns trechos é necessária à ajuda de cordas e a água ultrapassa a altura da cintura.

Caminhada externa: Fácil / 40 min

Caminhada interna: Médio / 2 h

Pedra do Chapéu: São vinte minutos de caminhada fácil até uma grande pedra (6 m) apoiada em cima de uma formação calcárea.

Rio Betari: O bóia-cross é uma modalidade que nasceu no Petar, nas águas do Rio Betari. Após passar a ponte o nível de dificuldade vai aumentando. Para praticar o bóia-cross é preciso uma equipe de cinco pessoas. Desce-se um trecho de dois quilômetros pelo Rio Betari (Nível I). São necessários alguns equipamentos de segurança, como capacete e colete.

Trilha do Rio Betari: Todo o trajeto é feito pela mata ciliar que protege o Rio Betari, cruzando o rio em alguns pontos e passando em frente a bocas de algumas cavernas, como a Caverna da Água Suja e Cafezal, indo terminar nas Cachoeiras das Andorinhas e Betarizinho. Ótima para fazer fotos da fauna e flora da região. No local é possível avistar bandos de bugios, macacos, pacas, lontras e muitas aves. O acesso é feito pelo Núcleo de Santana, em uma caminhada de duas horas.

Piscina do Rio Betari: Local ideal para dar um mergulho. Fica no ao lado das principais pousadas e camping do Petar, no Bairro da Serra. No verão é local de encontro de toda a comunidade e ponto de partida para a atividade de Bóia Cross (Nível I). Localiza-se no Bairro da Serra, trilha para o Núcleo do Ouro Grosso.

 

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