Ambiente Agropecuário

Antraz - Bacillus anthracis

O Bacillus anthracis no humano resulta numa infecção cutânea e, por ingestão de carne (animais contaminados) ou inalação de esporos.

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Antraz - Bacillus anthracis

O Bacillus anthracis é causador de uma doença conhecida como carbúnculo. É uma doença infecto contagiosa dos animais da espécie bovina, e principalmente de animais jovens, conhecida vulgarmente em nosso país por Peste da Manqueira ou Mal de Ano, e nos países de língua Inglesa por ¨Black Leg¨. O carbúnculo é uma doença de caráter agudo (intenso, forte) que afeta inicialmente herbívoros domésticos e selvagens.

O Bacillus anthracis no humano resulta numa infecção cutânea e, por ingestão de carne (animais contaminados) ou inalação de esporos. No começo de 1980, relatos surgiram na imprensa ocidental sobre uma epidemia de Carbúnculo em Sverdlovsk, 1400Km à leste de Moscou. No final daquele ano, artigos publicados na imprensa soviética relataram uma epidemia de Carbúnculo entre os rebanhos do sul da cidade, na primavera de 1979, e noticiaram que pessoas desenvolveram carbúnculo gastrointestinal, após ingestão de carne contaminada, e carbúnculo cutâneo após contato com animais doentes.

O germe causador do Carbúnculo (Bacillus anthracis) necessita de oxigênio para assumir a forma de esporo, formando seus esporos mesmo no interior dos tecidos onde se localiza causando a infecção. Sua forma esporulada tem excepcional resistência ao calor, necessitando de cerca de duas horas em água fervente para ser destruído. Quando situado em tecidos animais infectados, conserva sua virulência por cerca de oito a nove anos. Dessa particularidade do germe, se tira partido, para o preparo de produtos imunizantes, já que o calor e o próprio envelhecimento das culturas atenua sua virulência possivelmente por destruição de sua toxina.

As bactérias, em geral, penetram no organismo através de escoriações e pequenos ferimentos produzidos por espinhos ou arame farpado (p.ex.). A morte geralmente ocorre depois de 12 a 36 horas depois do aparecimento dos primeiros sintomas da enfermidade. Essa doença também é conhecida como uma enfermidade do pasto, já que seu agente causador encontra-se normalmente no solo das localidades em que tenha ocorrido.

 

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Os primeiros sintomas começam com uma manqueira do animal, similar ao mal-da-paleta, em virtude de feridas infectadas da pele e dos pés. Há perda de apetite, febre alta, cólicas, respiração acelerada, apatia, dispnéia e os característicos tumores crepitantes (tumefações gasosas), quentes e dolorosas. Da ferida infectada pode sair um líquido avermelhado. Os tumores parecem mais freqüentemente no pescoço, paletas, peito e flancos. O interior da boca apresenta coloração escura. As tumefações são inicialmente limitadas e dolorosas, podem logo aumentar de extensão. Quando os tumores são pressionados, produzem uma crepitação, como se houvesse areia debaixo da pele, resultante do gás produzido nos tecidos pelos microorganismos.

Quando a morte se aproxima, o animal não pode se levantar, apresenta tremores musculares e até fortes convulsões. Logo após a morte, o corpo do animal se distende com o gás e suas pernas ficam abertas e tesas. Os cadáveres de animais vitimados devem ser logo queimados e os locais energicamente desinfetados, assim como os materiais que possam transportar material virulento. Os esporos são resistentes e de difícil destruição.

Além dos bovinos, são também suscetíveis ao mal, vários animais de laboratório, as populares cobaias. Já coelhos e camundongos são bastante resistentes, sendo utilizados essas espécies de laboratório para a diferenciação entre a Peste da Manqueira e o Edema Maligno, causado pelo Carbúnculo (B. anthracis), já que essas espécies são receptíveis a esta última.

Quando exposta ao ar, a toxina secretada pelo germe causador da infecção, perde rapidamente sua potência. O pesquisador Bail, isolou desse germe (B. anthracis) uma toxina por ele chamada Agressina, a qual leva hoje seu nome (Agressina de Bail).

Existem no mercado de produtos farmacêuticos veterinários várias vacinas preparadas para prevenirem o mal. Os pesquisadores Arloing, Cornevin e Thomas foram quem pela primeira vez prepararam uma vacina eficiente contra o mal. Tal vacina, é preparada com um triturado de tecido muscular infectado pela doença, depositado em camadas finas, o qual sofre processo de dessecação na temperatura de 37 graus centígrados. Uma parte desse preparado é aquecido a temperatura de 100-140 graus centígrados durante sete horas, e outra parte aquecida durante o mesmo tempo, na temperatura variável entre 90-94 graus centígrados.

 

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Para a vacinação dos animais suscetíveis (bovinos), na idade de seis meses a um ano, são aplicadas duas doses dessa vacina anteriormente preparada, separadas por uma semana a dez dias de intervalo, sendo a primeira dose aquela aquecida à temperatura mais alta, seguida uma segunda dose daquela aquecida a temperatura mais baixa. Tal método de vacinação foi mais tarde modificado por Preisz, que atenuou o material infectado básico, submetendo-o a vapor fluente d'água durante seis horas, e aplicando uma dose de 0,05 g de tal produto em uma primeira dose, e dose dupla em uma segunda aplicação após 10 dias.

Outra modificação dessa técnica, é a introduzida pelo pesquisador Kitt, que manda preparar sua vacina com pó obtido pela atenuação de tecido infectado submetido ao vapor d'água a 97 graus por seis horas seguidas. Para prevenção com esta vacina, é necessária apenas uma dose da referida vacina.

Nos Estados Unidos durante muito tempo foi essa última técnica introduzida por Kitt que prevaleceu, porém, foi mais tarde modificada por Norgaard. Em sua técnica de preparo da vacina o material básico é submetido no forno ao ar quente onde encontra-se permanentemente esponja embebida em água que satura o ambiente do forno na temperatura de 93-94 graus centígrados. Novas técnicas mais modernas são hoje utilizadas, todas com comprovada eficácia contra o mal.

O que fazer no caso de correspondência suspeita:

  • Não sacudir nem bater;
  • Isolar, não abrir ou cheirar;
  • Tratar como suspeito.

No caso de dúvidas ou suspeitas, entrar em contato com:

  • Corpo de Bombeiros
  • Defesa Civil
  • Polícia Militar
  • Disque Saúde: 0800 611997
  • Plantão da Fundação Nacional de Saúde (Funasa): (61) 226-9075/314-6332

 

www.fiocruz.br/ccs www.funasa.gov.br



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